QUEM ENSINA SEMPRE APRENDE |
30.9.07DidáticaDizia aquele professor, ao terminar a aula: "Se vocês estão tranqüilos... eu fico preocupado. Mas se vocês estão preocupados, então eu vou para casa tranqüilo..." Publicado por GABRIEL PERISSÉ 29.9.07A vida imita o xadrezEsta é uma tese fascinante, para quem gosta de xadrez... ou até para quem gosta de viver! A posição abaixo pode ser analisada à luz dessa hipótese. Xadrez e vida. A vida no tabuleiro como uma imagem (pálida, esquemática, limitada) da vida. Mesmo de modo limitado, expressa os movimentos da vida real. Vejamos... Estou jogando com as peças brancas. Meu adversário acaba de deslocar sua torre. Ela se encontra no lugar natural da torre branca. Será inveja? As brancas não olham para trás. Seu objetivo é avançar sobre o rei negro, que se vê distante de tudo, acuado, assustado. As brancas têm um peão a menos. Dois peões dobrados ao lado do rei, o que atrapalha a marcha. Mas se sentem tranqüilas e confiantes. Estão prestes a igualar o número de peões. Ou, pelo menos, é o que planejam, contando com a insegurança das negras. Que lance farão as brancas agora? Comer peões. Isolar a torre negra, que ficará zanzando para lá e para cá, sem o apoio de seu monarca. Já o rei branco se sente dono do pedaço, e de longe avisa ao adversário que em breve se verão face a face. A vida imita o xadrez. Também na vida, mesmo em desvantagem material (econômica), podemos ter um posicionamento melhor, sem temer o passado ou as ameaças que esse passado faz. A esperança anima os movimentos de avanço. Peões dobrados podem caminhar, com paciência, e servirem de proteção lateral. Dos cinco peões negros, três ainda se encontram nas suas casas iniciais. Dos quatro peões brancos, todos progrediram. Publicado por GABRIEL PERISSÉ 28.9.07Língua PortuguesaA Editora Segmento tem organizado oficinas interessantíssimas. A programação de outubro é esta:
Publicado por GABRIEL PERISSÉ 27.9.07Tão pertoA propósito de Jean-Dominique Bauby (sobre quem escrevi artigo para a Revista Língua Portuguesa), vítima de uma paralisia total, e que mesmo assim produziu um livro, usando apenas a pálpebra esquerda, abrindo caminho no papel, letra a letra...
... uma pessoa contou-me caso semelhante aqui no Brasil. A escritora Leide Moreira enfrenta outro tipo de doença degenerativa, mas também soube descobrir formas criativas de expressar-se. Coragem não falta a essas pessoas. Publicado por GABRIEL PERISSÉ 26.9.07Na UOLO editor da Revista Língua Portuguesa, Luiz Costa Pereira Jr., escreve-me avisando que na home da UOL hoje à tarde apareceu uma chamada para artigo meu no último número desta publicação. Publicado por GABRIEL PERISSÉ 26.9.07 Faz cinco anos Em 2002 fui ao programa do Jô Soares. Consegui resgatar a filmagem, e deixo aqui um trecho, como registro. Publicado por GABRIEL PERISSÉ 25.9.07Pingue-pongueO ministro da Educação, Fernando Haddad, começa a se fazer conhecido no Nordeste. Esta entrevista para o Correio da Bahia, publicada no dia 15 de setembro, é bem significativa:
Correio da Bahia- Salvador é a capital brasileira que ostenta o incômodo título de pior desempenho entre as capitais, verificado através do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), de 2005. Como mudar isso? Fernando Haddad- Nós já fizemos um encontro importante com diretores de escolas estaduais e municipais da cidade, pois estamos preparando as escolas para receber o aporte financeiro para a reestruturação pedagógica e de infra-estrutura. Foram selecionadas 300 escolas para receber este apoio. Metade dos R$30 mil serão destinados para a melhoria de alguma necessidade da parte física e a outra metade vai para projetos pedagógicos visando ganhos de qualidade. Apenas nesta ação do Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE), 40 ações serão desenvolvidas dentro da capital baiana, graças a uma verba de R$9 milhões. CB- Mas quando os resultados serão perceptíveis? FH- Nós queremos preparar Salvador para, em 2009, quando será a terceira edição da Prova Brasil, podermos alcançar indicadores de desenvolvimento educacional compatíveis com o seu potencial. Nós temos certeza que este investimento tem uma altíssima taxa de retorno, porque aqui existe uma população criativa, cheia de talento e que, se receber o apoio, vai devolver isto em desempenho, em criação de oportunidades, em exercício de cidadania e inserção no mundo de trabalho de uma forma muito mais generosa, apropriada e condizente com a realidade local. CB- A educação brasileira sempre sofreu com as mudanças no poder, pois a cada nova equipe o planejamento anterior era descartado. Como acreditar que agora será diferente? FH- Vai ser diferente, pois agora temos um pacto federativo de estado, em proveito da educação, e que garante sua sustentabilidade e supera aquelas conhecidas situações de intermitência que, em geral, o setor de educação sofre com mudança de equipe ou de gestão. Temos que superar dificuldades e estabelecer parcerias de médio a longo prazo para o sistema educacional onde quer que seja: em Salvador, no Rio de Janeiro ou em São Paulo. CB- Muitas estatísticas ignoram a péssima qualidade do estudante das escolas públicas, mas o número de alunos matriculados cresce a cada dia. Quando a qualidade vai se sobrepor à quantidade? FH- A razão de ser do projeto do Ministério da Educação é justamente o aprendizado. Nós queremos que todas as crianças tenham o direito de aprender e por isso fizemos uma grande pesquisa da realidade da educação básica em 2005. Os índices educacionais são preocupantes, sobretudo no estado da Bahia, em particular em Salvador. Pode ter certeza que vai haver uma ação intensiva do MEC para reverter isto rapidamente, superando as taxas de repetência, a evasão escolar, porque isto é muito mais uma determinação de vontade política. CB- Como obter melhoria na qualidade da aprendizagem, se em salas de aula os professores estão insatisfeitos com o salário que recebem? FH- Nós promovemos uma mudança na Constituição, obrigando o governo federal a fixar um piso nacional para o magistério e estabelecer diretrizes para as carreiras. Portanto, há um compromisso maior da União para com os sistemas estaduais e municipais, que hoje pagam os salários aos professores. Além disto, assumimos a responsabilidade para formação dos professores, com a ampliação das universidades federais, os cursos presenciais e a distância, pelo sistema de Universidade Aberta do Brasil, além do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência, que vai ser lançado ainda este mês, com 20 mil bolsas para a formação de professores licenciados, sobretudo nas áreas críticas, onde quase não há professores, como em física, química, matemática e biologia. CB- Quando finalmente nós poderemos ter melhorias concretas na educação da Bahia com esses novos investimentos? FH- Em educação temos que ser sempre muito cautelosos, porque os resultados vêm a médio e longo prazo. No entanto, estamos convencidos que no caso específico da Bahia, com um grande esforço e o trabalho de todas as esferas de governo nós podemos colher resultados de curto prazo. Há um esforço dos professores e diretores para a aplicação dos conhecimentos mínimos, que serão cobrados nos exames nacionais. Então, se houver uma sintonia de ações, desde a sala de aula com o professor, passando pelos pais e chegando nos secretários municipais, estaduais e federais, nós poderemos verificar um melhoria na educação em pouco tempo. CB- Além do esforço pessoal de todos estes agentes, é preciso dinheiro para investimentos e pagamentos de salário. Existem estas verbas? FH- A educação tem recursos garantidos na Constituição e, na verdade, já recebemos um aporte adicional de R$14 bilhões por ano, endereçados para a aplicação do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE). Já temos a garantia orçamentária compatível com o desafio que nos coloca a urgência do plano educacional para o Brasil. CB- O dinheiro contempla também o bolso dos professores? FH- Claro. O projeto de lei que estabelece o piso salarial nacional e o plano de carreira já foi encaminhado ao Congresso. Já há acordo em relação a quatro dos cinco pontos questionados pelos servidores. Eu diria que estamos na reta final de aprovação na Comissão de Educação e penso que, uma vez aprovado, vai ter um trânsito muito rápido, tanto na Câmara quanto no Senado. CB- Boa parte das escolas técnicas federais brasileiras foi sucateada ou extinta nos últimos anos. Alguma coisa vai ser feita para reverter esta situação? FH- Nós tivemos um retorno excepcional com relação aos prefeitos de todo o país, no que diz respeito ao interesse da contrapartida do projeto, com doação de prédios e imóveis para a instalação das novas escolas técnicas federais. Nosso cronograma é de 150 novas escolas até 2010 e no mínimo 50 em 2008. Já recebemos 39 prédios, dos quais 11 já estão equipados para a instalação destas escolas. CB- Muitos de nossos estudantes do ensino médio são incapazes de ler e interpretar um texto corretamente. Como mudar este quadro e eliminar o analfabeto funcional? FH- Nós temos que começar da base, garantindo que todas as crianças tenham direito efetivo à aprendizagem. E isto se faz com muito trabalho coletivo, com capacitação e formação de professores, com apoio financeiro e técnico do ministério. Uma mostra de que estamos no caminho é que esta semana nos reunimos com 400 diretores de escolas estaduais e municipais em Salvador, justamente para prepará-los para receber o nosso plano a partir de 2008. Ou seja, está havendo uma mobilização intensa no sentido de melhorar este quadro o mais rápido possível. CB- Ministro, o senhor mesmo já afirmou que qualquer plano de educação, para ser realmente transformador, precisa ser abraçado pela sociedade, com participação do governo, da família e de todos os atores sociais. Como fazer isto no Brasil? FH- Nós estamos percorrendo o país com a Caravana da Educação, levando este discurso, convocando as famílias e reforçando a mensagem com uma campanha de mídia muito forte. Temos também peças publicitárias demonstrando aos pais como eles podem contribuir neste processo, e estamos indo aos conselhos escolares, preservando a criança do trabalho para o estudo, impedindo a evasão escolar e zelando o tempo de estudo. Isto tudo é uma mudança de cultura, não ocorre em um passe de mágica. É a apropriação da escola pública pela sociedade. CB- A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) critica abertamente a autorização indiscriminada de novos cursos de direito, sem uma análise da necessidade do mercado de trabalho. E isto ocorre com várias outras áreas do conhecimento. Como resolver esta questão? FH- As regras já foram apertadas e de comum acordo com a OAB. O que nós precisamos agora, mais do que impedir a abertura de cursos sem o compromisso com a qualidade, é punir aqueles cursos que já demonstraram que não têm condições de ofertar ensino jurídico de qualidade e em todas as outras áreas. Já foram anunciadas medidas duras a partir de outubro. No caso dos cursos de direito, nós vamos verificar, nas unidades, 89 cursos que receberam indicadores de qualidade muito baixos. CB– No caso da proposta de criação da Universidade Nova, com criação dos bacharelados interdisciplinares, nos quais o alunos estudam três anos para depois entrar em uma fase profissionalizante, qual o posicionamento do senhor? FH- Eu penso que cada instituição pode buscar o seu caminho de desenvolvimento, que pode ser este ou pode ser outro. O fato é que nós temos que atender mais e melhor a juventude brasileira, e cada universidade, no gozo da sua autonomia, vai buscar o seu caminho, respeitando as necessidades e diversidades locais. O modelo da universidade não vai ser único. O modelo da Bahia pode ser adotado por outras, mas não por todas. Eu gosto de toda a proposta de flexibilização de currículo, sobretudo porque há neste engessamento atual muito desperdício de crédito. Muitas vezes o estudante precisa prestar um novo vestibular em virtude de uma escolha inadequada que fez aos 17 anos. Isto não faz sentido nenhum e nós temos que pensar em uma formação mais geral, mais humanística e profunda. Não podemos nos ater apenas na especialização precoce, pois se desvirtua até do próprio conceito de educação superior. Publicado por GABRIEL PERISSÉ 23.9.07Docência do futuroOntem e hoje conversei com os docentes da Faculdade Leão Sampaio, em Juazeiro do Norte (CE). Experiência inesquecível. Uma vez mais está comprovado que os professores, quando são ouvidos, quando são valorizados, correspondem. A Profª Lindaura, Coordenadora Pedagógica da instituição, organizou esse evento, com extrema responsabilidade, visão e competência. Meus agradecimentos pela acolhida, e espero voltar a vê-los em breve! Publicado por GABRIEL PERISSÉ 21.9.07Juazeiro do NorteEm direção a Juazeiro do Norte (CE), para conversar com docentes sobre concepções do ensino superior. E, como pano de fundo, a pergunta: "mas, afinal, o que é a universidade?" Publicado por GABRIEL PERISSÉ 20.9.07Pensamento em diaMais vale um livro na mão. Dois. Três. Quatro. Cinco... Publicado por GABRIEL PERISSÉ 19.9.07Em Apucarana (PR), participando de um evento sobre Educação Integral. Cerca de 700 pessoas, contando com gente de várias localidades próximas e até de outros estados: Minas Gerais, Rio de Janeiro...Como sempre, quem ensina aprende. Nesta cidade é possível aprender que é possível implantar a educação pública de tempo integral. O possível possibilita, e por isso muitos educadores, e o MEC, olham para esta cidade como referência quando se trata desse tema. Publicado por GABRIEL PERISSÉ 18.9.07Ecce HomoHomo sapiens Homo demens Homo ludens Homo quaerens Homo ridens Homo loquens Homo potens Homo videns Homo televidens Homo blogens Publicado por GABRIEL PERISSÉ 16.9.07Ontem e hojeEm Boa Vista, Roraima. Trabalhando questões de Literatura Infanto-Juvenil, em curso organizado pelo Ibpex. Um final de semana fantástico, pedagógica e literariamente falando.
Passei várias vezes perto deste prédio. Publicado por GABRIEL PERISSÉ 14.9.07Pensamento em diaA educação só é possível... reinventada. Publicado por GABRIEL PERISSÉ 12.9.07Pimenta na merendaLeio na Folha de S. Paulo de hoje que a Nestlé pediu à Prefeitura de São Paulo a inclusão de pimenta na sopa com carne distribuída nas escolas. Isso é que é inclusão escolar! Para que pimenta, meu Deus? Pimenta alimenta?
Transcrevo a matéria da Folha: Nestlé pede, e Kassab reduz carne em sopa. Por solicitação da Nestlé, que queria participar de licitação, Prefeitura de São Paulo piorou a qualidade nutricional do alimento Nutricionistas haviam previsto 7 kg de carne a cada 100 kg de sopa; com a mudança, administração passou a exigir só 0,5 kg JOSÉ ERNESTO CREDENDIO ALENCAR IZIDORO DA REPORTAGEM LOCAL A pedido da Nestlé, a Prefeitura de São Paulo decidiu reduzir a qualidade nutricional da sopa que pretende distribuir em um programa que irá reunir pais e alunos aos sábados nas escolas e creches municipais. A gestão Gilberto Kassab (DEM) diminuiu a quantidade de carne, frango e verdura exigida na sopa depois de um apelo feito pela multinacional durante uma consulta pública para a compra do produto. A previsão das nutricionistas do município era que uma das sopas tivesse 7 kg de carne, 2 kg de cenoura e 3 kg de "outras" hortaliças (por 100 kg de sopa desidratada a ser distribuída). Com a mudança feita diante da manifestação da Nestlé, a mesma sopa deverá ter só 0,5 kg de carne, 0,8 kg de cenoura e 1 kg de "outras" hortaliças. A redução na quantidade de carne, frango e verdura exigida na sopa é condenada pela presidente da Associação Brasileira de Nutrição, Andrea Galante, que também contesta a escolha desse alimento para ser distribuído nas escolas municipais. "Baixar a quantidade de verduras e hortaliças vai contra aquilo que preconiza a OMS [Organização Mundial da Saúde]. Uma maçã tem os mesmos nutrientes que uma porção dessa sopa, que ainda será servida em uma época de calor." O edital prevê a compra de 750 toneladas de sopa desidratada por mês. O Sábado na Escola está previsto para começar no final de semana. O TCM (Tribunal de Contas do Município), no entanto, determinou ontem a suspensão do pregão que ocorreria hoje para definir a fornecedora. Um dos motivos contestados pelo tribunal foi a exigência de que a entrega da sopa, com embalagem personalizada, começasse no dia 15, três dias depois do anúncio do resultado. O TCM avaliou que a condição só poderia ser atendida por alguém que já tivesse pronta toda a infra-estrutura para distribuição, algo que abriria margem para direcionamento. O TCM também considerou que a prefeitura precisa explicar a razão para a contratação de um único fornecedor do programa. Empresas menores alegam que apenas as grandes do segmento teriam condições de entregar a quantidade exigida. A Nestlé atualmente mantém contrato com a prefeitura para a distribuição de leite nas escolas, tendo pronta sua estrutura logística de entrega. Tanto a multinacional como a gestão Kassab não quiseram se pronunciar ontem. O valor total do contrato para a compra da sopa não foi informado pela prefeitura. Só na semana passada, Kassab destinou R$ 46 milhões ao programa. A prefeitura também atendeu a outro apelo da Nestlé: a inclusão de pimenta na sopa com carne, que é produzida pela multinacional. A liberação foi considerada "estranha" pela Pink Alimentos, uma das concorrentes da licitação. Em quase quatro décadas fornecendo merenda escolar no país, a empresa afirma desconhecer outros casos de inclusão do produto. Nutricionistas consultadas pela Folha também disseram que a pimenta não agrega nenhum valor nutritivo à sopa. Na sua solicitação para alteração do edital de compra da sopa, a Nestlé alegou que a redução dos componentes permitiria a participação na licitação dos maiores fabricantes do setor, que costumam trabalhar com menor proporção dos referidos nutrientes. Sugeriu, dessa forma, uma formulação mais próxima dos produtos vendidos por ela no varejo. A Secretaria de Gestão, em resposta à solicitação da empresa, acata a sugestão "a fim de possibilitar a participação do maior número de participantes na licitação", conforme ata obtida pela reportagem. Publicado por GABRIEL PERISSÉ 11.9.07RoraimaNeste final de semana estarei em Roraima para ministrar um curso sobre literatura infanto-juvenil. É importante ir conhecendo ao vivo a realidade educacional brasileira. Olhar com os próprios olhos. Conversar com os professores que trabalham lá... e com eles aprender. Publicado por GABRIEL PERISSÉ 10.9.07Google politicamente céticoVá ao Google. Digite "político honesto" (entre aspas) no campo de pesquisa. Aperte Enter ou clique no botão "Pesquisa Google" para obter a lista de resultados relevantes. Encontrará o seguinte: Publicado por GABRIEL PERISSÉ 9.9.07Escrever na webNuma rápida pesquisa, descobri que textos meus reapareceram e estão sendo divulgados por leitores de diferentes pontos do país. Rápida lista, e o meu muito obrigado: 1. Quem pode? está no blog de Runildo Pinto (RS), 2. Dia Nacional do Escritor, no blog da Patty (RJ), 3. Ouviram o quê? Quem ouviu?, no blog do Carlos (SP), 4. Ouviram o quê? Quem ouviu?, no blog de Antonio F. Nogueira Jr. (SP), 5. Pensando filmes, no blog de Gerson Yamin (RS), 6. Vão seqüestrar o trema!, no blog de Maria Fernanda (MG). Publicado por GABRIEL PERISSÉ 8.9.07Ateísmo...E falando em ateísmo, esta do Calvin é ótima... Publicado por GABRIEL PERISSÉ 8.9.07 O fanatismo religioso é um ateísmo Texto meu publicado há pouco no Correio da Cidadania, do qual extraio os primeiros parágrafos: Existem ateus tolerantes e ateus fanatizados, mas sobre eles quero escrever em outra ocasião. O que agora me interessa investigar brevemente é o ateísmo que reside, disfarçado, atitude secreta mas ativa, no cerne de todo fanatismo religioso. No céu não existem muros. Nem no inferno. (Talvez no purgatório sim...) Neste mundo, muros se multiplicam. As religiões produzem santos e fanáticos. É difícil distinguir estes daqueles. Brilha no olhar fanatizado uma luz de santidade capaz de enganar o próprio advogado do diabo! Também no santo percebem-se falsos lampejos de fanatismo: desprezo pela opinião alheia, êxtases um tanto esquisitos, ações que chocam o senso comum, idéias meio malucas. Contudo, há algo que os fanáticos não podem dissimular por muito tempo: o seu ateísmo. (continua...) Publicado por GABRIEL PERISSÉ 7.9.07IndependênciaNão existe independência. Somente interdependentes. Todos. Eu dependo, tu dependes, ele e ela dependem. Todos somos dependentes, no bom sentido. Você depende? O dia da dependência pessoal, nacional, universal. Pendências e dependências há. Temos. Dependo da dependência para conseguir um mínimo de independência... Publicado por GABRIEL PERISSÉ 6.9.07Slogan sem pés nem cabeçaNa Idade Mídia: "Você só precisa de um site para alcançar o mundo." Publicado por GABRIEL PERISSÉ 5.9.07Revista Língua PortuguesaJá no site e daqui a pouco em todas as bancas do país o número 23 da Revista Língua Portuguesa. Artigos fantásticos (mérito do editor, Luiz Costa Jr., reunir tanta gente boa), e (modéstia às favas) meu orgulho por participar uma vez mais da publicação. Desta vez, escrevo sobre as traduções do livro O escafandro e a borboleta. Quem é assinante da UOL pode ler o texto completo, do qual trago os primeiros parágrafos: Chega em outubro ao Brasil a versão cinematográfica do livro Le scaphandre et le papillon (1997) - O escafandro e a borboleta -, do jornalista francês Jean-Dominique Bauby (1952-1997). O romance foi traduzido em Portugal em 1999, pela casa editorial Livros do Brasil, dois anos depois da versão brasileira, em julho de 1997, pela Martins Fontes. A rapidez com que a editora daqui lançou o livro (sucesso imediato no país de origem) não correspondeu, porém, a uma boa venda entre nós. No Brasil, a obra permanece praticamente desconhecida. O livro veio à luz em 6 de março de 1997. Naquela semana, dia 9, O Estado de S. Paulo publicou artigo que saíra três dias antes no britânico The Guardian: "Jornalista 'dita' livro usando pálpebra". Sem que se soubesse, a matéria foi veiculada na data em que Bauby falecia. Coube à Folha de S. Paulo noticiar no dia seguinte, dia 10: "Jornalista que 'ditou' livro só com o olho morre aos 45". Chamou a atenção da mídia, na época, o modo como o escritor trabalhou. Vítima de anartria - perda da articulação das palavras - e de paralisia física total, causadas pela síndrome do encarceramento (locked-in syndrome), Bauby permaneceu literalmente preso dentro de si próprio durante 15 meses, num estado de mutismo, imobilizado e sem forças. A pálpebra do olho esquerdo era a única parte do seu corpo capaz de mover-se. Essa prisão (expressa na imagem do escafandro) não lhe impedia a plena consciência (simbolizada pela borboleta), terrível condição de quem sofre dessa raríssima doença. Jean-Dominique Bauby, conhecido jornalista e redator na França, foi atingido no dia 8 de dezembro de 1995 pelo acidente cerebrovascular que deixou seu corpo inerte mas preservou as funções intelectuais. No hospital, dependente em todos os sentidos, Bauby tomou a decisão inesperada de escrever um livro. A única forma de realizar esse projeto consistia em ditar letra por letra, recorrendo a um código criado para a comunicação entre o "escafandrista" e o mundo exterior: o código da pálpebra. Publicado por GABRIEL PERISSÉ 4.9.07Contradições da vida editorialO livro Deus, um delírio, que ataca a crença em Deus, está indo muito bem. Encontra-se entre os primeiríssimos das listas dos mais vendidos. Graças a Deus... Publicado por GABRIEL PERISSÉ 4.9.07 Proselitismo ateu O livro Deus, um delírio, de Richard Dawkins (Cia. das Letras), que se define como um biólogo evolutivo, está vendendo bem no mundo e no Brasil. O livro denuncia a fé em Deus como uma falsa crença que, ao longo dos séculos, ainda resiste à razão e à confrontação honesta com a realidade. Crença ilusória, perigosa, um atraso civilizacional, atraso de vida. Vários comentários na mídia sobre o livro destacam a sagacidade e fereza do autor britânico. Herton Escobar, por exemplo, o definiu como "debatedor de lucidez espantosa, pragmatismo ferrenho e espiritualidade zero" (Estado de S.Paulo, 12/08/2007). Espiritualidade zero, ou seja, a falta como virtude, tal como a Coca-cola zero... Quase duas semanas depois, em 25 de agosto, na Folha de S.Paulo, Marcelo Leite analisa brevemente o livro do "ultradarwinista", qualificação que confere ao cientista menos ponderação do que se esperaria. O prefixo "ultra", entre outras possibilidades, indica exagero... e tudo o que é exagerado, diz o povão, faz mal. Se o "ultracatólico" é excessivamente católico, e o "ultraconservador" extremamente conservador, Dawkins talvez cometa o pecado de querer explicar tudo pela ótica da seleção natural. Marcelo Leite conclui seu artigo referindo-se ironicamente ao "ultradarwinismo chique".
O xará de Marcelo Leite, Marcelo Coelho, no mesmo dia 25, e na mesma Folha, queixa-se da "exasperação" e da "precipitação" de Dawkins. O livro, que tinha tudo para agradar os ateus, pode afastá-los, gerar antipatia. Os que concordavam com o ponto de vista do autor, em protesto, vão acabar procurando o Jesus de Nazaré de Bento XVI, para contrabalançar. Ainda na Folha e ainda naquele dia 25, Claudio Angelo, editor de ciência, escreve um artigo simultaneamente crítico e elogioso ao "zoólogo britânico". Dawkins é pedante e intelectualmente corajoso, intolerante e brilhante. Dawkins, um delírio... Em seu blog, Daniel Piza, defendendo um agnosticismo sereno, incomoda-se com o tom combativo do polemista: "Há algo tolo em quem critica o fundamentalismo com o mesmo dedo em riste e a mesma pregação exaltada daqueles que acusa." (20/08/2007) A revista Superinteressante de agosto insiste nessa idéia: "O aiatolá dos ateus" é o título da matéria que apresenta Dawkins como líder de uma cruzada contra Deus. E faz menção a um dos seus críticos, o nada religioso físico Marcelo Gleiser. Ao que parece, Dawkins terá que ser menos proselitista para convencer-nos a aderir a seu credo... Publicado por GABRIEL PERISSÉ 3.9.07Educação, linguagem e etimologiaAcaba de sair, em tiragem limitada, uma edição que organizei com textos meus, do Prof. Jean Lauand e do jornalista Luiz Costa Pereira Junior. A maioria desses textos foi publicada na Revista Língua Portuguesa, da qual Luiz Costa é editor. Publicado por GABRIEL PERISSÉ 2.9.07Exercício críticoTambém é instrutivo ver filmes que não agradam. O peso da água (2000), por exemplo, com Sean Penn. A idéia prometia, mas ficou tudo muito aguado, ceninhas de ciúme, obviedades (desde o começo o mistério deixa de ser misterioso), enfim, só valeu a pena ver para dizer que não valeu a pena ver... Exercício crítico, que nunca é perda de tempo.
Publicado por GABRIEL PERISSÉ 1.9.07Estratégias e projetosNeste momento, em São José do Rio Preto, numa atividade com professores da cidade sobre a arte de ensinar. Conversamos sobre estratégias educacionais e projetos educativos. Como sempre, quem ensina aprende. Uma professora contava que seu filho lhe perguntou outro dia por que ele deveria saber se "beringela" é com "g" ou "j", se nos planetas que ele vai descobrir no futuro sequer encontrará essa planta originária da Índia...
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