QUEM ENSINA SEMPRE APRENDE


30.11.07

Mais avaliações

Nova avaliação registra a velha constatação. Nos jornais de ontem: o Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) de 2006 já anuncia que o Brasil está entre os piores no ensino de ciências no mundo. O Brasil alcançou 390 pontos em ciências. Em 2000, foram 375 pontos. Em 2003, 389,6. Ocupamos, hoje, uma das últimas posições do ranking internacional com 57 países no ensino de ciências. O Brasil só não está pior, neste aspecto, do que Colômbia, Tunísia, Azerbaijão, Qatar e Quirguistão. O ranking é elaborado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

E...?


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28.11.07

Educação superior agora

Conheço o Prof. Afrânio Catani de vista, de corredor de congressos, de corredor de Faculdade. É sobre algumas palavras dele numa conferência na USP que o Portal Aprendiz de ontem escreveu:

''Política do ensino superior não é a melhor, mas não é a asfixia do período FHC''

Alan Meguerditchian

“Muitos acusam o atual governo federal de apenas dar continuidade à política de ensino superior da administração anterior. Discordo de muitas das ações do presidente da República Luis Inácio Lula da Silva (PT), mas não podemos compará-las à asfixia que sofremos durante o período Fernando Henrique Cardoso (PSDB)”. A afirmação é do professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FE-USP) e pesquisador especialista em ensino superior Afrânio Catani, que proferiu a conferência de abertura da 5ª Semana de Educação da FE-USP, em São Paulo (SP).

Uma das constatações que Catani levantou para abalizar a posição foi a política do governo em relação às universidades federais. “São 10 novas federais e 48 novos campi. Podemos discutir se foram construídos nos locais adequados, se atendem completamente às demandas. Mas não podemos questionar que foram feitos”.

Ainda no âmbito das federais, o pesquisador lembrou do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) que foi lançado em agosto deste ano e busca a elevação gradual da taxa de conclusão média dos cursos de graduação presenciais para 90%. Além disso, visa aumentar também a relação de alunos de graduação em cursos presenciais de nove para 18 por professor. “Elevar para 90% a aprovação é preocupante. O governo está propondo uma universidade cada vez mais próxima da ênfase do ensino, sem dar a devida importância para a pesquisa. Temos apenas seis ou sete instituições federais de pesquisa de ponta entre as mais de 50 existentes”, disse. Até o momento, cerca de 35 instituições já aderiram ao programa.

“Todos estão aderindo porque vão receber mais recursos, mas poucas mudaram a sua estrutura”, contou, dizendo ser a favor de uma pesquisa que vá além dos interesses mercantis. “Mas, ao invés disso, ficamos discutindo numerozinhos”. Outra medida do governo que causa discussão, lembrada por Catani, é o Programa Universidade para Todos (ProUni). “São 150 mil novos alunos universitários por ano em instituições privadas. Mas precisamos ver a história. Quais são as universidades que aderiram ao programa? São as que já na época do ex-ministro Paulo Renato de Souza eram conceitos D e E”, lembrou.

Além do aspecto da qualidade, o professor apontou para a contradição do programa em relação ao Plano Nacional de Educação (PNE). “O plano dizia que era necessário diminuir o fosso entre o número de vagas oferecidas pelo ensino público e o privado. Mas, com o Prouni, o número só cresce. Hoje, o setor privado corresponde a 72% das matrículas e o público a 28%. Às vezes a ação de marketing é boa, mas na prática a situação é outra”. Para Catani, é preciso quebrar algumas barreiras institucionais para aumentar o número de vagas nas universidades públicas. “Imagina se propuséssemos criar cursos noturnos na Medicina ou na Poli”.


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27.11.07

A arte de falar sozinho

Observem. Pelo menos na cidade de São Paulo tenho visto muitas pessoas falando sozinhas. Não deve ser fenômeno apenas desta cidade de correrias sem destino. Talvez não seja fenômeno exclusivo de grandes cidades. Talvez seja fenômeno mundial.

Rubem Braga, em alguma crônica, escreveu que Paris era indiscutivelmente uma boa cidade para se falar sozinho na rua, mesmo em português... Toda rua é palco para monólogos com ou sem audiência atenta.

Sempre houve pessoas falando sozinhas na rua, gesticulando, olhando o infinito. Nem sempre é loucura. Ou nunca é loucura. Ou então somos todos loucos, porque todos falam sozinhos. Pensar é falar consigo mesmo. Dialogar com outras vozes habitantes em nós. Somos legião. Moram em nós outras vozes, com as quais concordamos ou discordamos o tempo todo.

Aliás, há pessoas que, até quando falam com alguém, sozinhas estão falando, porque não estão realmente falando com o outro. Estão apenas falando. Falando consigo mesmas. Não querem ser compreendidas ou rejeitadas. Querem falar porque precisam falar. O outro poderia ser uma parede. Poderia ser um espelho.

Há pessoas que conversam com objetos, outra forma de falar sozinhas. Há pessoas que dirigem palavras ao computador. Xingam o computador. Pedem que ele não trave. Pedem que ele colabore.

Rezar é falar sozinho? Sonhar é falar sozinho? Cantarolar uma música é falar sozinho? Falar sozinho é conversar com o diabo?

Também falam sozinhos aqueles que escrevem. O leitor não está ali. Falamos sozinhos, ou com as palavras conversamos. E o leitor, depois, ao ler o texto, também está falando sozinho. O autor não está ali, apenas a sua sombra, o eco, a imagem, a lembrança, a palavra.

José Angelo Gaiarsa, no livro As vozes da consciência, de 1991, afirmava algo insólito: “a finalidade última do homem é falar sozinho”. Uma frase talvez ridícula, pensava o próprio autor. Mas essa frase algo me diz. Converso sozinho com a minha consciência, e a minha consciência conta-me coisas.

Falar sozinho não é egoísmo, não é idiossincrasia, não é problema. É solução. É saudável introspecção. Falando de mim para mim, eu saio de fora para dentro. Saio da dispersão, entro em contato com esse estranho eu que eu sou.

O poeta português José Gomes Ferreira disse tudo: “Que o primeiro poeta que nunca falou sozinho pelas ruas se levante e me atire a primeira estrela!”


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26.11.07

Doutor, você...

Está passeando pela internet uma sentença judicial sobre questão gravíssima! Um juiz processou o Condomínio em que mora por que o porteiro o trata de "você". Vale a pena ler tudo...


PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO COMARCA DE NITERÓI - NONA VARA CÍVEL Processo n° 2005.002.003424-4


S E N T E N Ç A

Cuidam-se os autos de ação de obrigação de fazer manejada por

ANTONIO MARREIROS DA SILVA MELO NETO contra o CONDOMÍNIO DO EDIFÍCIO LUÍZA VILLAGE e JEANETTE GRANATO, alegando o autor fatos precedentes ocorridos no interior do prédio que o levaram a pedir que fosse tratado formalmente de "senhor".

Disse o requerente que sofreu danos, e que esperava a procedência do pedido inicial para dar a ele autor e suas visitas o tratamento de "Doutor", "senhor", "Doutora", "senhora", sob pena de multa diária a ser fixada judicialmente, bem como requereu a condenação dos réus em dano moral não inferior a 100 salários mínimos.

DECIDO.

"O problema do fundamento de um direito apresenta-se diferentemente conforme se trate de buscar o fundamento de um direito que se tem ou de um direito que se gostaria de ter." (Noberto Bobbio, in "A Era dos Direitos", Editora Campus, pg. 15).

Trata-se o autor de Juiz digno, merecendo todo o respeito deste sentenciante e de todas as demais pessoas da sociedade, não se justificando tamanha publicidade que tomou este processo. Agiu o requerente como jurisdicionado, na crença de seu direito. Plausível sua conduta, na medida em que atribuiu ao Estado a solução do conflito. Não deseja o ilustre Juiz tola bajulice, nem esta ação pode ter conotação de incompreensível futilidade. O cerne do inconformismo é de cunho eminentemente subjetivo, e ninguém, a não ser o próprio autor, sente tal dor, e este sentenciante bem compreende o que tanto incomoda o probo Requerente.

Está claro que não quer, nem nunca quis o autor, impor medo de autoridade, ou que lhe dediquem cumprimento laudatório, posto que é homem de notada grandeza e virtude.

Entretanto, entendo que não lhe assiste razão jurídica na pretensão deduzida. "Doutor" não é forma de tratamento, e sim título acadêmico utilizado apenas quando se apresenta tese a uma banca e esta a julga merecedora de um doutoramento. Emprega-se apenas às pessoas que tenham tal grau, e mesmo assim no meio universitário.

Constitui-se mera tradição referir-se a outras pessoas de "doutor", sem o ser, e fora do meio acadêmico. Daí a expressão doutor honoris causa - para a honra -, que se trata de título conferido por uma universidade à guisa de homenagem a determinada pessoa, sem submetê-la a exame. Por outro lado, vale lembrar que "professor" e "mestre" são títulos exclusivos dos que se dedicam
ao magistério, após concluído o curso de mestrado.

Embora a expressão "senhor" confira a desejada formalidade às comunicações - não é pronome -, e possa até o autor aspirar distanciamento em relação a qualquer pessoa, afastando intimidades, não existe regra legal que imponha obrigação ao empregado do condomínio a ele assim se referir.

O empregado que se refere ao autor por "você", pode estar sendo cortês, posto que "você" não é pronome depreciativo. Isso é formalidade, decorrente do estilo de fala, sem quebra de hierarquia ou incidência de insubordinação.

Fala-se segundo sua classe social.

O brasileiro tem tendência na variedade coloquial relaxada, em especial a classe "semi-culta", que sequer se importa com isso. Na verdade "você" é variante - contração da alocução - do tratamento respeitoso "Vossa Mercê".

A professora de linguística Eliana Pitombo Teixeira ensina que os textos literários que apresentam altas freqüências do pronome "você", devem ser classificados como formais.

Em qualquer lugar desse país, é usual as pessoas serem chamadas de "seu" ou "dona", e isso é tratamento formal.

Em recente pesquisa universitária, constatou-se que o simples uso do nome da pessoa substitui o senhor/ a senhora e você quando usados como prenome, isso porque soa como pejorativo tratamento diferente.

Na edição promovida por Jorge Amado "Crônica de Viver Baiano Seiscentista" nos poemas de Gregório de Matos, destacou o escritor que Miércio Táti anotara que "você" é tratamento cerimonioso. (Rio de Janeiro/ São Paulo, Record, 1999).

Urge ressaltar que tratamento cerimonioso é reservado a círculos fechados da diplomacia, clero, governo, judiciário e meio acadêmico, como já se disse. A própria Presidência da República fez publicar Manual de Redação instituindo o protocolo interno entre os demais Poderes.

Mas na relação social não há ritual litúrgico a ser obedecido. Por isso que se diz que a alternância de "você" e "senhor" traduz-se numa questão sociolingüística, de difícil equação num país como o Brasil de várias influências regionais.

Ao Judiciário não compete decidir sobre a relação de educação, etiqueta, cortesia ou coisas do gênero, a ser estabelecida entre o empregado do condomínio e o condômino, posto que isso é tema interna corpore daquela própria comunidade.

Isto posto, por estar convicto de que inexiste direito a ser agasalhado, mesmo que lamentando o incômodo pessoal experimentado pelo ilustre autor, julgo improcedente o pedido inicial, condenando o postulante no pagamento de custas e honorários de 10% sobre o valor da causa. P.R.I.


Niterói, 2 de maio de 2005.

ALEXANDRE EDUARDO SCISINIO

Juiz de Direito


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25.11.07

Utilidades do livro

A revista da cultura, publicação da Livraria Cultura, criou uma série de charges sobre as 1001 utilidades do livro. A cada edição a partir de agosto deste ano tem saído a contribuição de um desenhista diferente. A primeira é esta:




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24.11.07

Tragédia?

A cada leva de estatísticas, a cada reportagem, a cada notícia sobre os resultados de avaliações aplicadas com insistência... somos tentados a dizer que educação é tragédia nacional. Essas avaliações (acabaram de divulgar as notas do último Enem) corroboram o já-sabido. Não há grandes surpresas. Pergunto-me às vezes se esse interesse em avaliar, avaliar, avaliar... esconde o medo de intervir com mais energia.


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23.11.07

Sem palavras

Hoje, Dia Internacional do Livro. E pensar que tantos não podem comemorá-lo...




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22.11.07

Mal começou

Quinta-feira com cara de terça, mas é quinta mesmo. Mal começou a semana, após o feriadão (e um jogo do Brasil, para ajudar...), e já está terminando. Trânsito agitado, o sol por aí. Terá começado também a primavera depois de tantas frentes frias? Comentários, dispersão, parará parará, tal e coisa. Pesquisa nos sebos, orientandos pedindo orientação, reunião com meus colegas de universidade. Mal começou. Tudo bem? Sim, tudo bem.


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21.11.07

Educação, educação, educação

É pauta recorrente. Recebi hoje um resumo de uma reportagem feita pelo Fantástico no dia 18, agora:

Escolas sem dinheiro

Domingo passado, mostramos um triste retrato da educação no Brasil. Escolas públicas que não têm lâmpadas, janelas, portas, paredes. Uma delas funciona embaixo de uma árvore! O que é feito com o dinheiro da educação que chega a esses municípios? Inhapi, Alagoas - Alunos da 1ª à 4ª séries dividem o mesmo espaço - e que espaço! Nenhuma autoridade apareceu na escola estadual dos índios koiupanká. “Não, ninguém procurou”, diz a professora Maria de Lurdes dos Santos. Este ano, Inhapi recebeu do Fundeb, o Fundo da Educação Básica, exatamente R$ 3.178.887,00. Em nota, a Secretaria Estadual de Educação informou que já foram abertos processos para reforma e ampliação das escolas, e construção de novos prédios. Enquanto isso não acontece, a aluna Valdirene da Conceição vai continuar sonhando: “Uma escola espaçosa que tenha a parte da 1ª série, da 2ª , da 3ª e da 4ª”.

Tarumirim, Minas Gerais - O teto da Escola Estadual Olegário Maciel desabou no início do mês passado. Uma professora e quatro alunos ficaram feridos. Os alunos foram distribuídos por salas de aula improvisadas no município. Em uma delas, as crianças dividem o espaço com toras de madeira. “Queremos a nossa escola de volta do jeito que era, se possível, um pouquinho melhor”, reivindica Elisângela Abreu, mãe de aluno. Em 2007, Tarumirim recebeu do Fundeb R$ 727.227,00. A superintendente regional de ensino de Caratinga, Rita de Cássia Rodrigues, foi à escola e deu uma boa notícia: o estado já liberou as verbas para a reforma do prédio. “Acredito que, no início do ano de 2008, esses alunos já estarão na escola estudando novamente, cada um na sua sala”, afirma ela.

Nossa Senhora do Livramento, Mato Grosso - A Escola São Benedito fica em uma comunidade quilombola. A verba do Fundeb para a educação em Nossa Senhora do Livramento, em 2007, foi de R$ 2.144.115,00. O prefeito de Nossa Senhora do Livramento, Carlos Roberto da Costa, explica que a verba federal para a construção de uma nova escola ficou quase três anos na conta da prefeitura e foi devolvida por uma questão burocrática: a comunidade quilombola ainda não teve a terra legalizada. “Nós não podíamos aplicar recurso público em terra onde se questiona a propriedade”, justifica o prefeito. “O MEC aprovou o projeto e ao mesmo tempo não deixa construir, porque não há o título da terra, que o próprio governo federal não deu”, lamenta a professora Gonçalina Almeida. O prefeito diz que, enquanto não se resolve o impasse, a escola será interditada e os alunos, transferidos.

Caxias e Codó, Maranhão - Em Caxias, alunos têm aulas embaixo de uma mangueira, onde as mangas servem de merenda escolar. O prédio da escola está sendo reformado há mais de dois meses. Mas o prefeito Humberto Coutinho mandou acelerar as obras e promete entregar a escola, prontinha, amanhã. A verba do Fundeb destinada a Caxias em 2007 foi de R$ 23.980.557,00. “Sessenta por cento desse recurso eu sou obrigado a pagar aos professores, 30% aos auxiliares e manutenção, e temos 10% para obras. Infelizmente é muito pouco para recuperar toda essa rede que nós temos no município todo”, explica ele.

Em Codó, a verba do Fundeb este ano foi de R$ 18.462.906,00. “No Brasil todo, nós temos escolas em condições precárias, não é só Codó. É humanamente impossível em três anos nós colocarmos todas as escolas em condições que nós almejaríamos que estivessem”, comenta o secretário de educação, Francisco Joker Neto. Quando retornou ao interior do Maranhão, a equipe do Fantástico se deparou com mais um retrato inacreditável da educação no Brasil, novamente em Caxias: uma escola municipal que não pode funcionar à noite, por falta de energia elétrica. Nós encontramos a professora dando aula no quintal da casa de uma aluna. “O jeito da gente é estudar assim, não tem como estar lá no escuro, a gente não enxerga de noite”, queixa-se a aluna Elisângela Conceição. A energia elétrica está a apenas 50 metros da escola. Para denunciar as más condições de uma escola e acompanhar como é gasto o dinheiro destinado à educação no município, procure o Ministério Público da sua cidade.


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20.11.07

Proposta polêmica

Leio na Folha de São Paulo de hoje: "Ex-ministro quer filho de político na rede pública". A repórter Andreza Matais escreve:

"O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) apresentou projeto que impede parlamentares, prefeitos, governadores e presidente da República de matricularem seus filhos em escolas particulares durante a educação básica. Quem tem cargo eletivo seria obrigado a colocar filhos e demais dependentes em escolas públicas a partir de 2014. A punição para quem descumprir a regra não está prevista, mas Cristovam disse que para os parlamentares federais poderia ser considerado quebra de decoro. Ele disse que não estudou nem colocou seus filhos em escolas públicas, mas justificou que na época não era parlamentar. Para o pedetista, com os filhos de políticos na escola pública, haverá melhoria na educação gratuita.

"Em discussão na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, o projeto recebeu parecer contrário do senador Romeu Tuma (PTB-SP) porque prejudicaria as particulares ao excluir delas 'os filhos de mais de 60 mil famílias'. Como Tuma não pertence mais a CCJ, o projeto terá novo relator."

Minha opinião? Um projeto que faz pensar, que põe o dedo na chaga. Mas que será barrado, por motivos óbvios...


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20.11.07

Feriadão

Trabalho e diversão andam juntos ao longo desses últimos dias, feriadão (hoje é feriado em São Paulo, Dia da Consciência Negra). Lendo, relendo, conversando com amigos, traduzindo, passeando, escrevendo um novo livro, escrevendo artigos, convivendo, vendo filmes... Hora boa para ver, embora com atraso, o último filme da série Harry Potter. O ator que faz o jovem bruxo está muito bem. O mal cada vez mais presente.

Às vezes me preocupa (preocupação que não deveria ter, porque nada tem a ver com o meu dia-a-dia...), o fato de Daniel Radcliffe crescer mais rapidamente do que o personagem... Como se isso fosse da minha alçada.




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18.11.07

Idade Mídia

Acordar, ligar, adicionar, deletar, enviar, salvar, postar...

E de repente vem uma imagem de alguém desconhecido, e: copiar, colar...




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15.11.07

Livro on-line

O meu livro Educar para a solidariedade: fundamentos filosóficos do voluntariado está disponível no meu site. Uma experiência, um convite de leitura.




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14.11.07

Tremor de terra

O grande evento não aconteceu. Não temos vocação para terremotos. Uma pequena tremida, e a mídia treme de emoção. Só de emoção. E, enquanto isso, o mundo vai girando...


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13.11.07

Educação, educação, educação

O grande tema. O Fantástico se arvorou, neste final de semana, a avaliar nossos alunos. O "provão" do Fantástico prova alguma coisa? Comprova o que já sabíamos. Referenda o que as avaliações oficiais já demonstraram. Aliás, não faltam avaliações no campo educacional. Diria que há avaliações além da conta. O "avaliacionismo" chega a consumir as energias que deveríamos empregar na busca de soluções.




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9.11.07

Outro tipo de caravana

Não chega a ser uma caravana da educação, mas estou em Colinas do Tocantins, para conversar com professores sobre Literatura Brasileira, leitura, didática.


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8.11.07

Caravana

A Caravana da Educação, organizada pelo ministro Fernando Haddad, já percorreu 16 estados das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sul desde 9 de maio deste ano. Foram visitados: Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Sergipe e Tocantins.

A idéia é conseguir a adesão dos governantes, dos prefeitos, dos secretários de educação, dos professores, em torno de uma revolução educacional. E, de quebra, tem sido uma oportunidade para que o ministro se torne uma figura política conhecida. Algumas pessoas já começam a imaginar que Haddad é um nome a se cogitar para futuras eleições.


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7.11.07

Professores desfelizes...

Ibope: só 21% dos professores estão satisfeitos

Só 21% dos professores brasileiros que trabalham em escolas públicas estão totalmente satisfeitos com a profissão. É o que mostra pesquisa inédita feita pelo Grupo Ibope, a pedido da Fundação Victor Civita.

Foram ouvidos 500 docentes da rede pública de ensino das capitais de todos os estados. A instabilidade financeira é um dos principais fatores que levam ao descontentamento da categoria com o trabalho. Apenas 32% dos professores afirmam tê-la conquistado, mas 90% deles a consideram condição fundamental para ter boa qualidade de vida. Segundo o professor Celso Favaretto, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), que teve acesso aos dados, muitos professores da rede pública têm de dar aulas em duas ou mais escolas para receber um salário razoável. “Além disso, as condições de trabalho são precárias, há salas de aulas lotadas. Essa insatisfação do professor com o trabalho está relacionada com uma má gestão de todo o sistema escolar.”

Favaretto aponta outras aparentes contradições no discurso dos professores: 90% afirmam ter boa didática de ensino, mas, 70% dizem ver na falta de motivação dos alunos o principal problema em sala de aula. “Acredito que afirmar ter boa didática de trabalho seja um discurso de defesa do professor, mas, se realmente tivessem, não teriam alunos desmotivados. Esses docentes possivelmente também não tiveram boa formação inicial.” A pesquisa comprova a constatação do especialista: 64% dos professores avaliam a formação que tiveram como boa ou excelente. Contudo, 49% admitem que essa mesma formação os preparou pouco para a atuação em sala de aula. O salário de um professor da rede estadual em início de carreira é de R$ 1.295,76 para uma jornada de 30 horas semanais (considerando piso e gratificações). Para David Saad, diretor-executivo da Fundação Victor Civita, a má qualidade da educação brasileira e a insatisfação do professor não estão relacionadas apenas a remuneração. “O professor também tem de entender sua responsabilidade sobre o aprendizado.”

(As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo")


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6.11.07

Patch Adams

Ontem, no programa "Roda Viva", o médico norte-americano Patch Adams. Um palhaço! Um gênio! Um feroz defensor do riso! Um pensador! Do que ele disse, destaco uma reflexão. A de que todo pensamento, se é pensamento, é positivo. Citou Paulo Freire. Fez uma declaração de guerra ao capitalismo. Mostrou-se envergonhado de ser norte-americano. Fez referência ao Gesundheit Institute. Cantou! Falou mal da TV! Enfim, um show!



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6.11.07

Idade Mídia e denúncia

Dois vídeos rodando na rede. Reproduzi-los é uma forma de denunciar.




CHOICE FM LAUNCH HARDHITTING GUNCRIME FILM


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2.11.07

A riqueza do dicionário

Empolgado, um radialista declarou: "quando eu tenho dúvida de alguma palavra eu vou correndo no dicionário onassis!"

E faz muito bem. O Dicionário Houaiss é de uma extraordinária riqueza...


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