QUEM ENSINA SEMPRE APRENDE


31.1.08

Oficinas em março

A Editora Segmento tem oferecido uma ótima oportunidade para quem quer escrever melhor. A programação de março já está sendo divulgada.




Publicado por GABRIEL PERISSÉ



30.1.08

Ladrões piedosos

A experiência (própria ou alheia) deveria nos ensinar alguma coisa. Numa das vindas de João Paulo II ao Brasil, fui participar de evento ao ar livre e bateram a minha carteira. Levaram pouco, o que havia lá dentro. Mas aprendi a lição: não se leva dinheiro em concentrações públicas... especialmente de caráter religioso!

Uma notícia dias atrás confirma o aprendizado:

Ladrões batem carteira de Suplicy em missa na Sé (Diário de S. Paulo, 26/01/2008)

SÃO PAULO - O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) e a irmã Michael Nolan, de 66 anos, advogada do padre Júlio Lancelotti, foram vítimas de furto durante a missa do aniversário de São Paulo na Catedral da Sé. Do senador, o ladrão levou a carta de motorista, R$ 30, 200 euros (cerca de R$ 600) e 500 dólares (R$ 1.000). Ele carregava moeda estrangeira porque chegou quinta-feira do Iraque e não teve tempo de guardar. Já da religiosa pegaram carteira e objetos pessoais de sua bolsa. Suplicy estava sentado entre o secretário da Segurança Pública, Ronaldo Marzagão, e o ex-superintendente da Polícia Federal e também senador Romeu Tuma (PTB-SP).

- Peguei R$ 10 para contribuir com os donativos da igreja e guardei a carteira no bolso do paletó. Mas, depois da missa, fiquei durante 45 minutos recebendo abraços e cumprimentos de uma infinidade de pessoas, que me cercaram. Talvez, nessa confusão, alguém a pegou.

Ao sair da igreja, o senador foi a uma padaria próxima ao Fórum João Mendes, acompanhado do deputado estadual Adriano Diogo (PT-SP) e um religioso. Foi só na hora de pagar a conta que percebeu o furto.

- Tomamos café e comemos pão de queijo. Aí, na hora de pagar a conta, não achei a carteira. Por sorte, não levaram também os cartões de crédito, que estavam no outro bolso - conta o senador.

A irmã Michael suspeita que o furto tenha ocorrido enquanto ela estava na fila da comunhão, pois, quando retornou ao banco, achou a bolsa mais leve. Além de carteira, perdeu chaves, documento do carro e a frente do rádio.

A religiosa não acredita que o furto tenha sido praticado por moradores de rua.

- As pessoas de rua têm respeito pela Igreja - diz.

Michael também considera a região da Sé uma das mais seguras de São Paulo para andar.

- O centro é o lugar que tem menos crimes violentos - afirma.


Publicado por GABRIEL PERISSÉ



29.1.08

Pensamento em dia

Quando não sabemos o que pensar estamos muito próximos de descobrir para que existe o pensamento.


Publicado por GABRIEL PERISSÉ



28.1.08

Pensamento em dia

Aprender a não pensar certas coisas ou de certo modo é também um modo certo de aprender.


Publicado por GABRIEL PERISSÉ



26.1.08

Idade Mídia

Gosto de ler sobre a Idade Média... mas prefiro viver na Idade Mídia. Acredito que os professores precisam entrar de cabeça nesta nossa realidade. Minha experiência tem sido positiva. Com relação ao YouTube, uma exposição didática registrada recentemente:




Publicado por GABRIEL PERISSÉ



25.1.08

Educação: muito a fazer

Feriado na cidade de São Paulo... mas a educação sempre dá trabalho. E ainda há muito a fazer. Informar-se já é um primeiro e importante passo:

Haddad: Até 2010, número de jovens que não concluíram ensino fundamental deve cair (O Globo Online, 22.01.2008)

BRASÍLIA - O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse nesta segunda-feira que até 2010 o número de jovens com idade entre 18 e 24 anos que não concluíram o ensino fundamental deve cair dos atuais 21% para 15%. A expectativa do aumento da inclusão de jovens tem base em três fatores: financiamento da educação de jovens e adultos, que tem recursos assegurados no Fundo da Educação Básica (Fundeb), programas de atualização dos professores e expansão da universidade pública, que passa a ter responsabilidade na formação dos docentes.

A avaliação do ministro foi feita a partir de estimativa do governo federal, sobre dados do IBGE, que indicam que nove milhões de jovens entre 18 e 29 anos não concluíram o ensino fundamental. Dos excluídos, diz o estudo, 6,4 milhões residem em áreas urbanas e 2,6 milhões no campo. De acordo com Haddad, os números são elevados, o que indica que "temos muito a fazer".

Em 1996, diz Haddad, 43% dos jovens de 18 a 24 anos não concluíam o ensino fundamental; em 2002, esse índice caiu para 31%; e no final de 2007 foi para 21%. A expectativa de melhorar os índices de conclusão do ensino fundamental se alicerça nas políticas de educação criadas pelo governo federal, onde se destacam a expansão da universidade pública, o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), que combina atualização e formação de professores, e o piso salarial e plano de carreira que valorizam o profissional da educação básica.

Para Haddad, os dados dão uma idéia do sucateamento a que foi submetida a universidade pública.
- Rompeu-se a ponte entre a educação superior e a básica, as licenciaturas ficaram em segundo plano e a qualidade da educação caiu de ponta a ponta.

Um exemplo do paradoxo que essa política produziu está expresso nestes índices: o Brasil é o 15º país em produção científica, as universidades públicas são responsáveis por 2% dessa produção mundial, mas a educação básica está em 50º lugar, entre 57 nações, no Programa Internacional de Avaliação de Aluno (Pisa), que avalia o desempenho de estudantes em matemática, ciências e leitura.

O financiamento da educação básica, a formação continuada de docentes e as metas do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) constituem itens da "reconstrução da ponte", que religará a universidade à educação básica.


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24.1.08

A cruzada de um colunista

Publiquei esta semana artigo sobre a "cruzada" de Gustavo Ioschpe:

O articulista da revista Veja Gustavo Ioschpe apresenta-se como "especialista em educação". Qualificação imprecisa. Na verdade, o economista Ioschpe é especialista em economia. Formado em Strategic Management e em Ciência Política nos Estados Unidos, concluiu lá também o seu mestrado em desenvolvimento econômico (Universidade de Yale). Sua formação foi feita à distância... distante do país. Salvo engano, não trabalhou nem trabalha como professor. Não encontrei seu nome na Plataforma Lattes do CNPq.

As livrarias informam que publicou três livros: Como passar no vestibular da UFRGS (1995), Vestibular não é o bicho (1996) e A ignorância custa um mundo (2004). Sua produção é grande como colaborador em influentes veículos de comunicação — Folha de S. Paulo, CartaCapital e a revista Bravo!.

Desde 2004... (continua aqui)


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23.1.08

"Papestras"

Mais do que palestras, "papestras". Hoje, com os professores do Colégio Stella Maris, em Santos. Quem ensina sempre aprende. Avaliar é, de fato, mais do que "reprovar" ou "aprovar", entender. E fazer entender.

E a questão da Idade Mídia. Uma professora contou seu trajeto de "indiferente" a "adepta". Ao ponto de ter colocado no YouTube imagens do apartamento a alugar. E não é que em 24 horas ligaram interessados?


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22.1.08

Blog e educação

É sempre bom encontrar professores que trabalham a sério com a "alfabetização" digital. Um deles é o Prof. Jarbas.




Publicado por GABRIEL PERISSÉ



21.1.08

Para começar a semana

Às vésperas de um novo ano letivo, matéria da Folha de S. Paulo de hoje:

Um em cada 5 jovens não completou o ensino fundamental

Alagoas é o Estado líder da exclusão, com 46% dos jovens com o curso incompleto ou analfabetos; São Paulo tem menor taxa.

EDUARDO SCOLESE
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Um em cada cinco jovens entre 18 e 29 anos e que vivem na zona urbana abandonou a escola antes de completar o ensino fundamental, segundo trabalho feito pela Secretaria Geral da Presidência da República com base na Pnad 2006 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE.

Segundo o documento, dos 34 milhões dos chamados jovens urbanos do país, 7,4 milhões tiveram de um a sete anos de estudo -período insuficiente para concluir o ensino fundamental. Entre os jovens "excluídos", há ainda um montante de 813,2 mil analfabetos.

No topo dessa lista de exclusão urbana, que leva em conta tanto os que não completaram o ensino fundamental como os analfabetos, estão cinco Estados do Nordeste.

O líder da exclusão é Alagoas, com 46% dos jovens em uma dessas duas situações. Lá, de 432,2 mil jovens, 28,6 mil são analfabetos e 171,6 mil não tiveram sete anos de estudo.

Já na outra ponta do ranking, com o menor índice, está São Paulo (15%). No Estado, entre os 8,3 milhões de jovens, há 99,3 mil analfabetos e 1,1 milhão sem o ensino fundamental (veja quadro nesta página).

"Somos um país de história recente de letramento. Mas é claro que, nesses últimos 200 anos, não houve políticas públicas eficientes", afirma a professora Stella Bortoni, da Faculdade de Educação da UnB (Universidade de Brasília). No país, a região Nordeste é a que possui o maior índice de jovens urbanos "excluídos", 35%. Na seqüência, vêm Norte (31%), Centro-Oeste (25%), Sul (19%) e Sudeste (18%).

"Há 20 anos, quando muitos desses jovens estavam em idade escolar, o sistema de ensino apresentava uma cobertura menor e uma exclusão maior. Havia mais crianças e adolescentes fora da escola, menos vagas e a rede era menos vascularizada", declara o professor Fernando Tavares Jr., da Universidade Federal de Juiz de Fora, em Minas Gerais.

"Por outro lado [há 20 anos], a reprovação e a evasão eram bem maiores. Os dois fatores conjugados produziram uma exclusão educacional maior nessa geração", completa.
Um quadro geral sobre a péssima situação da educação nacional pôde ser visto em dezembro, com os resultados do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico). Entre 57 nações avaliadas, os alunos brasileiros obtiveram a 53ª posição em matemática, a 52ª em ciências e a 48ª em leitura.

"Há uma rejeição brutal à escola normal. O modelo de escola regular no Brasil está sendo repensado, o que tem sido uma preocupação do Ministério da Educação. Um dos problemas da escola regular no Brasil é excluir essa parcela de crianças e de jovens", afirma Beto Cury, secretário nacional da Juventude, braço da Secretaria Geral da Presidência.

"Hoje pelo menos temos consciência do tamanho do problema. É preciso uma mobilização da sociedade e uma escola atraente e que alfabetize de verdade, além de uma mobilização na formação de professores. Que ele [professor] seja um agente letrador, para efetivamente letrar os seus alunos", diz a professora Stella Bortoni.


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20.1.08

Ortega y Gasset

Um dos primeiros pensadores indicados para leitura, no meu tempo de faculdade, foi José Ortega y Gasset. Uma cabeça lúcida na Espanha pré-guerras. Relendo, dele, o fantástico Missão da universidade, onde explica sua concepção de ensino. O bom professor é aquele que "não ensina". Ou melhor, é aquele que sabe o que é possível ensinar, pois capta o que é possível aprender. Vale a pena!


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19.1.08

Erasmo

Um dos maiores pensadores do Ocidente: Erasmo de Rotterdam (1466-1536). Consegui ontem a biografia que Ivan Lins escreveu sobre o grande humanista. (Este Ivan Lins não é o cantor e compositor, mas um escritor já falecido, que pertenceu à Academia Brasileira de Letras). Só mesmo em sebos. As obras de Ivan Lins não se encontram nas livrarias. Exceto um livro sobre Pe. Antônio Vieira, parece-me.



Este livro nasceu de conferências feitas em 1936, mas só foram organizadas trinta anos depois. A Civilização Brasileira publicou. É interessante (necessário!) conhecer a cabeça de um humanista que viveu uma época de transição (religiosa, cultural, filosófica...), e bem sabia elogiar a loucura em nome de uma nova razão.

Talvez pudesse nos inspirar hoje, de novo...


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18.1.08

Tratamento injusto

O aluno visto como "cliente" só porque paga a mensalidade de uma escola ou faculdade. Nada mais injusto. Reduzir o aluno a cliente é prestar-lhe um péssimo serviço. Ele paga para ser exigido. Para aprender a pensar. Para duvidar e construir certezas. Para errar e aprender com o erro. Para aprender a aprender, respeitando o professor, esse "estudioso profissional".


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17.1.08

Cartas imortais

As cartas de Rilke ao jovem poeta são imortais. Ontem, num sebo, encontrei a 6ª impressão da 1ª edição da tradução que Paulo Rónai fez dessas dez cartas para a Editora Globo, de Porto Alegre. Não chega a ser uma edição rara, nem cara... mas é valiosa.



Sem falar do texto em si: "De todos os meus livros só alguns me são indispensáveis, mas há dois que se encontram entre meus objetos de uso por onde quer que ande. Tenho-os comigo aqui também: a Bíblia e os livros do grande poeta dinamarquês Jens Peter Jacobsen. Pergunto-me se os conhece. Pode facilmente adquiri-los, sendo que parte deles foi publicada na coleção Reklam em ótima tradução." (pp. 28-9)


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16.1.08

Pensamento em dia

Educar é conciliar três dimensões: o ser, o saber e o fazer.


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15.1.08

Educação e trabalho...

Leio em O Povo, de hoje, jornal de Fortaleza (CE):

Educação para o desenvolvimento sustentável

Os Institutos serão reforçados com novos investimentos, sem, contudo, perder o foco na formação técnica de nível médio (50% das vagas)

Cláudio Ricardo Gomes de Lima

No século XIX, Karl Marx já antevia que o trabalhador do futuro deveria aliar o conhecimento científico ao domínio das técnicas; mas foi efetivamente a partir da segunda metade do século XX que a Educação Profissional e Tecnológica revelou-se elemento fundamental e estratégico para o desenvolvimento sustentável em vários países, tais como: Alemanha, Itália, Irlanda, Finlândia, Canadá e Coréia do Sul. No século XXI - a era do conhecimento - para países como o Brasil, que sustenta índices antagônicos como o 12º PIB mundial, mas lamentável 63º IDH, a Educação Profissional e Tecnológica é elemento equalizador das desigualdades regionais e poderoso instrumental para o pleno exercício da cidadania, desde que assumida como prioridade, em um projeto de desenvolvimento nacional.

Isto é o que sinaliza o governo Lula quando põe em prática, no Plano de Desenvolvimento da Educação, a maior expansão da história da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica do País, a qual agrega Escolas Técnicas, Escolas Agrotécnicas e Cefets. Em 98 anos, esta rede conseguiu uma forte identidade e um padrão de qualidade que a destacam no panorama da educação pública brasileira. Serão 214 novas unidades até 2010 que, somadas às 140 existentes, atenderão a cerca de 1 milhão de alunos em todo o país. Além da expansão, o MEC propõe a integração de todas as unidades da rede em cada Estado, sob nova denominação: Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia.

Os Institutos serão reforçados com novos investimentos, ampliação do quadro de pessoal e autonomia equivalente às universidades sem, contudo, perder o foco na formação técnica de nível médio (50% das vagas) e, nos cursos superiores, o compromisso de atuar na formação de professores para as áreas de ciência (20% das vagas). Manterão, ainda, a oferta de cursos tecnológicos, engenharias e pós-graduação lato e stricto sensu, criando, assim, instituições encorpadas, modernas, capazes de dar respostas aos desafios tecnológicos da sociedade, no âmbito do ensino, da pesquisa e da extensão.

No Ceará, a expansão da rede traz, além da unidade de Maracanaú, já inaugurada, seis novas unidades que serão implantadas a partir deste ano: Limoeiro do Norte, Sobral, Quixadá, Acaraú, Crateús e Canindé; entretanto, nossa expansão vai além: com o apoio do Governo do Estado, a bancada Cearense nos contemplou com uma emenda de R$ 18,25 milhões, permitindo-nos criar extensões em 11 novos Municípios. Saltaremos dos atuais 7.500 alunos para 21.000 até 2010, com o mérito de uma ampla interiorização.

Tal apoio reforça a nossa esperança no futuro. Contamos com o empenho das nossas lideranças na preservação desses avanços, especialmente neste pós-fim da CPMF, pois, sem uma juventude qualificada, jamais teremos uma sociedade includente.


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14.1.08

Livro é sempre um presente

Especialmente quando é de fato um presente dos autores. Os professores Aníbal Bragança e Maria Lizete dos Santos me enviaram o livro A profissão do poeta, com 13 ensaios e depoimentos em homenagem ao poeta Geir Campos (e alguns textos inéditos deste escritor), organizado por eles e publicado pela Imprensa Oficial do Estado do Rio de Janeiro.

Uma raridade. Meu agradecimento em público!




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13.1.08

Dois filmes

Crime verdadeiro (1999) e Amor a toda prova (2002). O segundo é melhor. O primeiro termina de modo óbvio. Ambos tocam a questão do preconceito. O primeiro, o preconceito racial. O segundo, o preconceito contra a homossexualidade e a deficiência física. A anã e o gay do segundo filme afirmam-se na aventura iniciada pela mulher sonhadora (Kathy Bates). O negro, no primeiro filme, é salvo pelo jornalista atrapalhado (Clint Eastwood).

O verdadeiro crime é não ir até o fundo nas investigações. Ter bom faro para a verdade é descobrir os reais motivos de um testemunho, por exemplo.

O amor incondicional consiste em querer o bem do outro, a liberdade do outro... ainda que o outro nem sempre retribua.




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12.1.08

De volta a São Paulo

Cheguei há pouco de Juazeiro do Norte, onde se realizou a I Vigília Pedagógica da Faculdade Leão Sampaio, e, que eu saiba, a primeira Vigília desse tipo já feita no país. Professores, coordenadores e diretores reunidos, em clima de festa e seriedade, amizade e estudo para dar início ao ano letivo.


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11.1.08

O que há na botija?

Houve um sonho. Há uma botija enterrada. Lá dentro, as riquezas de cada um. As riquezas de cada um, os talentos, as possibilidades estão soterradas. É preciso reencontrá-las. Educar significa desencavar. Redescobrir as riquezas. Próprias e alheias. Nossas.


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10.1.08

Em Juazeiro do Norte

Neste momento, no Ceará, conversando com professores e coordenadores da Faculdade Leão Sampaio. E, como sempre, quem ensina aprende. Aprendi, por exemplo, que existe o sonho da botija! Quem sonha com a botija cheia de dinheiro... tem de ir atrás! Tem de cavar.


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8.1.08

Harry Potter

Saiu do forno o último número da Revista Língua Portuguesa. Inclui um artigo meu, sobre tradução do último volume de Harry Potter feita por internautas:

Harry Potter para sempre

Após o mais recente volume publicado em 2007 - Harry Potter e as Relíquias da Morte -, o personagem de J. K. Rowling ingressou definitivamente no imaginário coletivo, onde vivem para sempre, influenciando-nos a todos, pessoas irreais como Pinóquio, Hércules, Peter Pan, Hamlet, Indiana Jones, Frodo e Sr. Spock. Concluiu-se, enfim, a saga do jovem bruxo.

Foram dez anos de Harry Potter. O livro de estréia, Harry Potter e a Pedra Filosofal, lançado em 1997 com uma primeira e modestíssima tiragem de mil exemplares, adquiriu inacreditável popularidade. De lá para cá, milhões de adolescentes e adultos no mundo inteiro foram conquistados pela história, que ganhou o cinema e os games. A polêmica em torno de uma insidiosa apologia às artes ocultas e ao satanismo, provocada por alguns críticos cristãos excessivamente zelosos, deu ainda maior publicidade às aventuras do aprendiz de feiticeiro.

(Continua nas páginas da revista ou neste endereço.)




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7.1.08

Comemorar e trabalhar

A Unesco definiu 2008 como o Ano Internacional dos Idiomas. Para comemorar e para trabalhar. Para refletir nas questões da linguagem, na importância da palavra. No âmbito brasileiro, o acordo ortográfico, a Lei do Idioma Limpo de Aldo Rebelo, o analfabetismo, as novas palavras etc.




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6.1.08

Leitura obrigatória...

Você pode escolher entre pelo menos duas edições brasileiras para ler Bartleby, o escrivão, de Herman Melville.


A edição da José Olympio (à esquerda), ou a edição primorosa da Cosac Naify (à direita).

De qualquer modo, leitura obrigatória (obrigação relativa, evidentemente, porque ninguém morre se não ler um livro, ainda que alguns livros nos façam ganhar tempo...). Um Gregor Samsa norte-americano. Prefiro que você leia, ou releia.


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5.1.08

We all have something to learn from each other

É verdade. Procure, pergunte. A pergunta é como o beija-flor. Pode voar para a frente, para trás, para o alto, para baixo. O espírito sopra para onde quer.




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4.1.08

Previsões para 2008

Viver é ler, reler, interpretar. Viver, vir e ver no vaivém. Leitura dos últimos dias, já pensando nos primeiros dias que virão. Os vaivéns vão que vão, vêm que vêm. Folhear e olhar. O ano 2007 que foi. Oi! — ao que virá.

E o que virá em 2008, essa “coisa” chamada “futuro”?

Em janeiro, todos se dão conta das dívidas que assumiram para festejar Natal e Ano Novo. Inadimplência, novas negociações. Os inadimplentes voltam das férias dispostos a pagar suas dívidas. O eterno retorno. Sísifo sobe e desce.

Em fevereiro, carnaval logo no começo do mês. Desta vez, 29 dias, o que não resolve o seu problema. Fevereiro tem complexo de inferioridade, e por isso exagera na passarela.

Março e sua paixão. Todas as semanas são santas, mas agora é para valer. O ano começa, as cidades grandes respiram com dificuldade. Os aviões atrasam, os engarrafamentos espicham, as balas se perdem, as aulas recomeçam, e recomeçam as perplexidades com a educação.

(O artigo continua no Correio da Cidadania.)


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3.1.08

Pedagogia

Lendo Célestin Freinet (1896-1966): "'Se você não voltar a ser como uma criança...' não entrará no reino encantado da pedagogia... Em vez de procurar esquecer a infância, acostume-se a revivê-la; reviva-a com os alunos, procurando compreender as possíveis diferenças originadas pela diversidade de meios e pelo trágico dos acontecimentos que influenciam tão cruelmente a infância contemporânea. Compreenda que essas crianças são mais ou menos o que você era há uma geração. Você não era melhor do que elas, e elas não são piores do que você; portanto, se o meio escolar e social lhes fosse mais favorável, poderiam fazer melhor do que você, o que seria um êxito pedagógico e uma garantia de progresso."




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2.1.08

Elogio da pergunta

Pergunte. Nunca é tarde, mesmo que a resposta
tarde.

Pergunte, não desanime, não se satisfaça
com a resposta pronta, sonsa, insossa.

Comece, recomece. Pergunte.
Pergunte a quem afirma saber.

Pergunte, criança perplexa!
Pergunte, mulher apreensiva!
Pergunte, homem inquieto!
Perguntem tudo a quem se considera sabedor.

Pergunte, você que não tem religião. Sua fé está
em perguntar.
Pergunte, você que se diz amigo de Deus. Sua inteligência
não pode parar.
A verdade caminha.
A verdade sobe e desce, voa, nada, cai e se levanta.

Pergunte. O ponto de interrogação é sua única arma.
Não se envergonhe de perguntar. Uma e outra vez.
E de novo. Pergunte.

Veja antes de pensar.
Toque antes de ver.
Cheire antes de tocar.

Pergunte mesmo pensando já saber.
Pergunte: O que é isso? Como tudo começou?
Por que é assim? Quando foi?

Pergunte.


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