QUEM ENSINA SEMPRE APRENDE


29.2.08

Relógio

O relógio acima é um convite para o leitor do blog ir embora? Ou um serviço, para lhe dizer que tem todo o tempo do mundo? Não sei, não tenho tempo agora para pensar sobre isso...


Publicado por GABRIEL PERISSÉ



27.2.08

Piada hermética
Antes lattes do que nuncas...


Publicado por GABRIEL PERISSÉ



25.2.08

Castros

Fidel Castro ensina. Arrumar a casa antes de partir. Surpreendeu os jornais, obrigando-os a esvaziar as gavetas. O que estava guardado para se publicar por ocasião de sua morte teve de vir à tona no momento da renúncia.

A pergunta é se não deveria ter convocado "diretas já". Raúl Castro não é do agrado do povo cubano. Por isso sempre esteve nos bastidores. Os antigos diziam que a história é nossa mestra. A julgar pelas lições do passado, a pequena ilha e seus 11 milhões de habitantes poderão atravessar momentos de grande dificuldade em futuro próximo.


Publicado por GABRIEL PERISSÉ



22.2.08

O sistema

Não é a máquina. É o sistema. Mais do que um tema, sistema que cisma. Sistemático sistema. Enigma, fantasma corpóreo, problema solução de si mesmo. Sistema. Não ama. Não fuma. Não teme. Sistema. No tribunal, na universidade, no banco, na delegacia, na igreja. O sistema não come. Não dorme. Não erra na soma. O sistema merece uma teologia. O sistema e seus dogmas. Seus dilemas artificialmente gerados. O sistema.



O sistema nos leva. Sistema astuto. Ele nos leva a pensar que somos nós a levá-lo. E é verdade. Em parte. O sistema queima etapas. Lógica estulta. Criado por nós, o sistema nos recria. À nossa margem e distância. Sistema deus. Sistema mundo. Sistema a contar nos dedos quantos somos. O que comemos. Quantas horas dormimos. O que compramos e vendemos. O que lemos. O que choramos. O que blogamos.


Publicado por GABRIEL PERISSÉ



20.2.08

Educação em São Paulo

Saiu no Observatório da Imprensa ontem um artigo meu sobre algumas idéias que estão "rolando" sobre a educação, em particular no estado de São Paulo. Começa assim e prossegue lá:

A edição nº 2047 (de 13/2/2008) da revista Veja dedicou um espaço considerável ao tema da educação nacional. A entrevista com a secretária estadual de Educação em São Paulo, Maria Helena Guimarães de Castro, e os artigos dos economistas Claudio de Moura Castro e Gustavo Ioschpe compõem uma espécie de concepção "vejiana" da educação.



A secretária Maria Helena enfatiza que um dos maiores problemas da deplorável situação da educação em São Paulo (leia-se, por exemplo, matéria da Folha, publicada faz um ano) é o insatisfatório nível profissional dos professores. Os professores seriam incapazes de dar boas aulas. Quando a jornalista Monica Weinberg lhe pergunta qual o caminho para melhorar esse nível, a resposta da secretária é, digamos, corajosa: "Num mundo ideal, eu fecharia todas as faculdades de pedagogia do país, até mesmo as mais conceituadas, como a da USP e a da Unicamp, e recomeçaria tudo do zero." Essas faculdades apenas perpetuariam "baboseira ideológica".

Continua...


Publicado por GABRIEL PERISSÉ



19.2.08

Papel dos professores?

A idéia é boa, mas não seria papel de um assistente social visitar as famílias dos alunos? A matéria, publicada na "Carta na Escola", vem abaixo, pedindo reflexão:

Professor da família
por Livia Perozim

As visitas deixam os pais mais à vontade para ir à escola, e o aluno mais próximo do professor

Em Taboão da Serra, visita de educadores à casa dos alunos ajuda a diminuir o número de repetência e a evasão na rede municipal

Foi batendo à porta da casa dos seus alunos que a professora Josefina Reis pôde entender determinadas atitudes, dificuldades de relacionamento e aprendizado que eles apresentavam. Essas visitas passaram a ser uma importante ferramenta de trabalho. Ao entrar no ambiente doméstico em que vivem os 32 alunos, crianças de 4 e 5 anos que compuseram a turma da professora em 2007, Jô, como é chamada pelas colegas, conheceu a estrutura familiar dos estudantes, o bairro onde vivem e o lugar em que estudam e brincam. Passou assim a integrar o time de 400 professores-visitadores do Programa Interação Família e Escola, da prefeitura de Taboão da Serra, região metropolitana de São Paulo. Desde 2005, eles visitaram 14 mil famílias e muitos resultados já podem ser comemorados: além da maior aproximação entre a família e a escola, com as visitas, os índices de repetência e evasão diminuíram 40%.

Jô dá aulas na Escola Municipal de Educação Infantil Emília, que aderiu ao programa em junho de 2007. Como trabalha também em outra escola, só tem livre o período da noite para conversar com pais, avós ou o responsável pelas crianças. As suas visitas duram, em média, uma hora e a professora recebe 35 reais pela visita. Assim como ela, as outras 15 professoras da escola também vão à casa dos alunos. Juntas, visitaram, no último ano, metade dos 512 estudantes da escola.

A proposta do programa é que cada aluno seja visitado uma vez por ano, com encontros que começam em junho e vão até novembro. Com um novo olhar sobre as origens e hábitos do aluno e da sua família, os professores relatam o que identificam em cada casa e discutem com os demais educadores e a direção da escola, se for o caso, em busca de solução aos problemas que aparecem. “O itinerário da informação colhida nas visitas é muito importante para que o trabalho não se perca”, explica Márcia Santos da Silva Penha, coordenadora do programa na Emei Emília.

Em casos de identificação de violência ou algum tipo de abuso, o procedimento é o mesmo orientado na escola: o professor aciona as autoridades responsáveis.

Se houver algum caso mais complicado ligado ao desempenho do aluno na escola ou se a mãe quiser, segundo Márcia, os professores retornam às casas. Ela mesma, além de visitar as crianças, pode acompanhar a visita dos outros professores. Foi o que fez na casa de Leandro, quando CartaCapital foi até lá com Jô, para saber o que a família dele tinha achado da visita.

“Foi uma conversa boa. O Leandro é um bom aluno”, contou a mãe do garoto, Jeane dos Santos Lobo Silva, que já conhecia a professora do filho. Mas quem gostou mesmo da visita, lembra, foi a avó de Leandro: “Ela gostou de conhecer a professora e falar das coisas que o neto faz em casa”. Como manda a boa etiqueta, Jô deu de presente à família o livro Iracema, de José de Alencar, uma prática que também é realizada por outros professores do programa. A cada visita, a família ganha um livro.

Antes de ir a campo, os professores recebem algumas orientações e sugestões de perguntas para a entrevista. Entre as características a serem observadas, estão as condições de moradia, a estrutura da família, as crenças religiosas e até a presença ou não de bichos de estimação. E as perguntas sugeridas focam a interferência da família na rotina dos alunos.

O programa exige mais do professor. E da família também, que é convidada a participar da educação que o filho recebe na escola. Segundo a coordenadora do programa na prefeitura, Andréa Tavares Marques, os professores participam de um curso preparatório para fazer as entrevistas e entender como as observações das visitas e as respostas dadas podem ajudar o aluno pedagogicamente. “O professor não vai lá para bisbilhotar. Quando ele observa, por exemplo, que o aluno não tem onde brincar, ele entende a sua agitação e sugere à mãe que reserve a ele um horário do dia para isso. São sugestões. Não há imposição de nada”, reforça Andréa.

O mais comum, de acordo com Andréa, são casos de arranjos familiares que interferem no desempenho do aluno: “Mesmo que a família não seja a tradicional, e a maioria delas não é, a criança e o adolescente precisam ter uma referência dentro de casa. É isso que explicamos a eles”.

Aceitar a visita do professor não é uma obrigação. Os professores enviam, pelos alunos, uma cartinha perguntando aos pais se gostariam de recebê-los e qual seria o melhor horário e dia para conversarem. Como muitos pais trabalham o dia todo e muitos professores dão aula em mais de uma escola, nem sempre é possível atender a todos.

Quando visitou, em julho passado, a casa de Sabrina, a professora Rosani Maria de Castro, da Escola Municipal de Ensino Fundamental Ayrton Senna, aproveitou um dia de folga da mãe da garota, a enfermeira Débora, que trabalha no Hospital das Clínicas de São Paulo. No dia, lembram, a conversa foi longa, durou mais de duas horas, e rendeu um almoço. Sabrina fez o que mais gosta quando recebe visitas: mostrou à professora o seu álbum de fotografias e apresentou-lhe o seu quarto.

Na época, Débora queria mudá-la de turno. Como trabalha à noite e mora só com Sabrina, preferia que a menina estudasse à tarde. Rosani tentou convencê-la a deixar a menina na classe em que estava: “É claro que, se ela quisesse, não poderia fazer nada. Mas a Sabrina é órfã de pai, era muito fechada, e estava começando a se abrir. Não queria perder todo o trabalho que eu vinha fazendo com ela”, conta. Sabrina, hoje, de “fechada” não tem mais nada. Abraça a professora ao vê-la, faz festa com as visitas e se socializou na escola.

Casos como o de Sabrina e de alunos que tiveram encaminhamentos médicos e psicológicos, após a visita do professor, levam Rosângela Aparecida dos Santos, coordenadora da Emef Ayrton Senna, a crer que, com o programa, a família e o aluno passam a confiar mais no professor. “Os pais ficam mais à vontade para vir à escola, e os alunos deixam de achar o professor um ser de outro mundo, distante do deles.”

De 2004 (ano que antecedeu a execução do programa) para 2006, o índice de repetência na rede municipal de ensino de Taboão da Serra foi de 10% para 6%. No mesmo período, segundo a prefeitura, o número de evasão caiu de 60% para 30%. No total, a rede tem 45 escolas, 20 de educação fundamental e 25 de educação infantil, e cerca de 30 mil alunos.

Os números mostram que a repetência e, muitas vezes, a conseqüente evasão ainda é alta. Evidentemente, a melhora nos índices não depende apenas do Programa Interação Família e Escola, e sim de uma série de fatores ligados também à formação de professores e melhoras estruturais na rede.

O programa é apenas uma das ações que visam à melhoria da qualidade do ensino. Para o criador do Interação Família e Escola, César Callegari, secretário de Educação do município, levar o professor à casa do aluno é, na verdade, um programa especial de formação profissional. “Estabelece um planejamento que considera a singularidade de cada criança”, complementa Callegari, que é também membro do Conselho Nacional de Educação. De acordo com Callegari, o programa pode ser reproduzido em qualquer rede, respeitando as suas especificidades. Em parceria com a Unesco, o MEC vai divulgar as ações do programa e incentivar que outras redes, municipais e estaduais, sigam essa prática de boa vizinhança.


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16.2.08

Morrendo e aprendendo, ensinando e aprendendo

Aprendemos até morrer e, ao morrer, certamente muito mais vamos aprender. Ensinando, aprendemos. Estive ao longo desta semana com profissionais da área de direito. Nosso intento era pensar a produção de texto, e a de texto jurídico, em particular: sentenças, contratos, pareceres, laudos, certidões... Uma experiência em que percebi as brechas da burocracia, a lógica interna da prática forense, entrevendo um pouco dos bastidores da justiça.


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13.2.08

Crônicas e contos

Ontem teve início uma Oficina na Editora Segmento sobre a produção de crônicas e contos. O escritor crônico e o escritor "côntico". O tempo presente visto pelo cronista, e o contar do contista para além do tempo. São dois gêneros diferentes, embora unidos às vezes pela brevidade. Há crônicas mais narrativas, o que as aproxima do conto. Há contos mais poéticos, o que os aproxima da crônica...


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12.2.08

Palestras e educação

Está aí um tema atual. Em que medida uma palestra, em meios empresariais ou mesmo educacionais, é ocasião de aprendizagem? O texto abaixo levanta a questão:

UOL - Economia (11/02/2008)
Cuidado com o palestrante despreparado: especialistas alertam para banalização

SÃO PAULO - "Não dá para calcular uma média dos preços de palestras. Algumas custam R$ 1 mil, enquanto outras R$ 10 mil, R$ 15 mil ou R$ 50 mil. Apesar do alto custo, é muito comum as pessoas saírem de uma palestra sem saber ao certo o que aprenderam, o que ouviram de novidade ou como aquela palestra irá mudar sua carreira", afirma o vice-presidente do Grupo Foco, Adriano Araújo.

Ele explica que há 15 anos as palestras estão sendo bem procuradas, já que os profissionais estão cada vez mais preocupados em aprender, reter conhecimento e informações valiosas, que podem impulsionar suas carreiras. Com o aumento da demanda, é normal que ocorra um aumento da oferta.

"No entanto, de uns cinco anos para cá, o que tenho percebido é a banalização das palestras. Como, para ser palestrante, não é necessário obter um certificado, fazer um curso ou ter experiência profissional, qualquer um pode partir para essa área. Logo, há muitas pessoas despreparadas, no que se refere à metodologia, à comunicação verbal e visual e ao conteúdo em si, dando palestras", alerta.

Crítica

O coach Renato Ricci critica principalmente as palestras motivacionais, cujo erro reside no fato de que organizadores e condutores tratam todos da mesma forma. "É como se o combustível da motivação fosse o mesmo para todas as pessoas. Eles esquecem que nós não somos do tipo 'flex', pois cada um se utiliza de um tipo específico de combustível, cuja fórmula é mais complexa do que se pensa."

Cada vez mais ousados, alguns palestrantes obrigam as pessoas a subir em árvores, praticar esportes radicais, acampar na selva, dançar e expor-se ao ridículo, tudo em nome da esperada mudança. "Recentemente, participantes de um programa acabaram no hospital, devido a queimaduras nos pés provocadas pelo exercício de andar em brasas. Parece que o poder da mente não funcionou para todos", conta.

Celebridades

Araújo lembra que muitos ex-atletas e famosos que se tornaram conhecidos pelo público recentemente estão hoje dando palestras. "Há até casos de pessoas que participaram de reality shows", diz, ao enfatizar que não é raro palestrantes delegarem a montagem da palestra a um terceiro, como seu encarregado de marketing.

Mas é importante não generalizar, segundo ele. "Existem esportistas, por exemplo, que, apesar de não terem uma experiência profissional invejável, contam com uma bagagem de vida muito interessante e sabem dar palestra. O exemplo de comportamento conta demais no mundo corporativo. O camelô David, que fala de atendimento ao consumidor e marketing, dá uma ótima palestra."

O que fazer antes de pagar por uma palestra

A dica é pesquisar sobre a empresa organizadora do evento - sua idoneidade e experiência no mercado, buscar na internet informações sobre o palestrante, visitar fóruns que contenham testemunhos de outras pessoas que já assistiram àquela palestra e entender o tema. Lembrando que não necessariamente empresários, executivos e esportistas de renome conduzem boas palestras. Pessoas desconhecidas podem ter mais o que passar.


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11.2.08

A escola e as crenças

Um artigo sobre crenças e descrenças. O jogo. A luta. A mídia e a escola poderiam nos ajudar a ser menos intolerantes, abertos ao Aberto?

Essas e outras idéias, no artigo que já está no ar, no Observatório da Imprensa.


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9.2.08

Pensamento em dia

Planejar-nos existencialmente consiste em descobrir que nossas decisões pessoais são tão ou mais importantes do que as decisões alheias sobre nós.


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8.2.08

Dourados educadora

Pela segunda vez, com professores e educadores na cidade de Dourados (MS). Uma conversa demorada sobre planejamento existencial e profissional. E, como sempre, ensinando e aprendendo, aprendendo e ensinando. No encontro, não somente professores, mas todos aqueles que prestam serviço na escola. Um deles, vigia, Seu Fortunato, leu um poema de sua autoria, elogiando a prática solidária da doação de sangue.


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5.2.08

Carnaval de papel

Gosto dos dias de carnaval, longe de batucadas e desfiles. Talvez eu não seja um bom sujeito, não sei sambar, sou doente do pé. Nem sei jogar futebol. Meu apelido entre os amigos de infância era... bem, deixa para lá.



Nos dias de carnaval estive às voltas com papéis. O enredo dos livros, a alegoria dos poemas. Rastreando letras, ouvi muitas vozes. Ouvi Anísio Teixeira sonhando com a escola nova. Ouvi Bertrand Russell contando suas crenças. Ouvi Freinet brincando como criança ao lado de seus alunos. Ouvi histórias de Tolstói, delírios de Murilo Mendes. Visitei Robert Musil, Drummond, Julián Marías.



Na carne de tantas páginas, atravessei noites e dias, folia folheada, serpenteando por entre os parágrafos, idéias, confetes, imagens. Pulei capítulos, dancei com personagens que ainda não conhecia.



Carnaval de papel não é só literatura. Também foi hora de remexer em papeladas históricas, documentos, certidões, certificados, declarações, contas de luz, de telefone, recibos, extratos, contratos, cartas, cartões de visita, recados, telegramas, “meu Deus, quantos papéis”, sussurrava meu coração, porém meus olhos e dedos não diziam nada.




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2.2.08

Tradutores em luta

Idade Mídia é o que é. Ou é o que há. Por causa da chamada ao meu artigo no UOL de ontem, hoje recebi algumas mensagens. Numa delas, escrevem-me:

"Gostaria de aproveitar este email para informar que desde dezembro de 2007, os tradutores profissionais estão envolvidos em uma verdadeira cruzada para valorizar o tradutor, e evitar que editoras utilizem textos de tradutores consagrados em 'novas' traduções, fato que foi levantado pela Folha de S. Paulo. Caso você queira se informar sobre a nossa iniciativa, por favor, veja o blog http://assinado-tradutores.blogspot.com."

À luta, tradutores!


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1.2.08

UOL

No final do dia, na página principal do UOL, chamada para o meu artigo no último número da Revista Língua Portuguesa. Fica o registro, e o link:




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