QUEM ENSINA SEMPRE APRENDE


31.3.08

Horários em São Paulo

A melhor, e verdadeira, desculpa para todos os atrasos em São Paulo sempre foi o trânsito infernal. Agora mais do que nunca. E isso altera também a vida escolar. Há escolas que estendem seu horário de fechamento das 18h30 para as 19h30, ou mais tarde ainda, porque os pais têm dificuldade para vencer o mar de automóveis. E as crianças? As escolas fazem o que podem: atividades recreativas, aulas de esportes e até jantar! E isso diminui, ainda mais, o tempo de convívio entre pais e filhos...


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30.3.08

Viver é perigoso

Para muitos, viver é cancerígeno, a acreditar no que lemos por aí em jornais, revistas, sites, blogs, e também no que “aprendemos” em conversas sem melhor assunto.

Já li e ouvi de tudo a esse respeito.

Que o incenso é cancerígeno, para desespero dos místicos.
Que o telefone celular é cancerígeno, para desespero de 45% da população mundial.
Que o adoçante artificial é cancerígeno, para desespero de todos os que fazem dieta.
Que excesso de perfume é cancerígeno, para desespero de certas mulheres... e certos homens.
Que muito banho de sol é cancerígeno, para desespero de cariocas e todos os que adoram uma praia.
Que aquele cheirinho de carro novo é cancerígeno, para desespero de milhões de motoristas.
Que o piercing e a tatuagem são cancerígenos, para desespero dos adeptos da body art.
Que o chimarrão é cancerígeno, para desespero dos gaúchos.
Que a fumaça produzida nos churrascos e que imprega as carnes é cancerígena, para desespero de todos os carnívoros, sejam gaúchos, paulistas, cariocas...
Que o amendoim é cancerígeno, para desespero dos que acreditam nos seus poderes afrodisíacos.
Que a cereja do sundae é cancerígena, para desespero de meio mundo.
Que a batata frita é cancerígena, para desespero do outro meio mundo.
Que muitas medicações são cancerígenas, para desespero dos hipocondríacos.
Que a fumaça do cigarro inalada pelos não-fumantes é cancerígena também, para desespero dos não-fumantes que amam fumantes.

E tem mais...


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29.3.08

Ontem em Atibaia

Conversando com professores da rede municipal. Uma boa conversa, ou "papestra", como costumo dizer. E falamos, entre outras coisas, da Idade Mídia. Dessa terrível e maravilhosa realidade. Estavam lá os Profs. Ricardo dos Santos Antonio (secretário de Educação), Iete Rodrigues Reis e Sheila Ceccon, cujas fotos encontrei em dois minutos de busca no Google. A eles o meu muito obrigado pelo convite!




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27.3.08

Vida de professor

Leio numa revista dedicada à formação e à vida do professor: "We all know that teaching is a stressful job — in fact, one of the most stressful." Boa parte do estresse se deve à tensão didática, digamos assim. O professor em estado de "ensinador", tendo de lidar com 20, 30, 40, 50 ou mais estudantes ao mesmo tempo.

E nem falemos das questões paralelas... salário, condições de trabalho, pressão dos pais (se o colégio é particular, sobretudo), indisciplina etc.

Do ponto de vista didático, é preciso inventar (ou descobrir o que já se inventou) maneiras de trabalhar menos para obter mais resultados. Não é contraditório. Os alunos devem trabalhar mais do que o professor, e este tem como função articular, incentivar, orientar.


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26.3.08

Presente educacional

Fiz aniversário ontem. E dei-me de presente (ainda que eu ache esquisito falar assim) participar da sabatina da Folha de S. Paulo, no Teatro Folha, em Higienópolis. O sabatinado foi o Ministro da Educação, Fernando Haddad. Duas horas de muito, muito aprendizado. O ministro é um profissional. Os jornalistas lá presentes não estavam à altura do entrevistado. Quero escrever sobre isso e publicar no Observatório da Imprensa.


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24.3.08

Conversando com criança

A arte de conversar com criança. Sempre se aprende. Muito.

Outro dia, minha filha mais nova, eu, esposa, a outra filha... conversávamos sobre o que é normal, comum, incomum, anormal, certo, errado. A pequena, com cara de Emília, achando tudo muito chato, saiu-se com essa: "e eu sou inormal!" — e quase pensei que estava nos dizendo: "sou e-normal", de tanto ela navegar internet afora. O que, para alguns, é mais do que normal...


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22.3.08

Trabalho

O problema das boas idéias, dizia Oscar Wilde, é que alguém precisa colocá-las em prática. Mas, ainda assim, é melhor uma boa idéia abandonada do que nenhuma.

Acho que é uma boa idéia, para quem quisesse trabalhar em casa, usando a internet. Visitar os currículos da Plataforma Lattes, identificando professores que há mais de um ano não atualizam seus dados. E oferecer este serviço. Trata-se de um trabalho interessante. Fica a idéia para quem quiser. É de graça.


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21.3.08

Faz mais de um ano

Um artigo. Já tinha lido. Não sei no que deu. Mas é bom reler o que pode nos ensinar a pensar e fazer. Um texto de Marcelo Barbão, de 31 de janeiro de 2007, "A culpa é dos escritores", publicado aqui:

A cena é comum e recorrente. Os cenários podem sofrer ligeiras variações. No geral são botecos baratos. Podem ser lanchonetes, ou até algum restaurante melhorzinho, depende do que o sujeito em questão faça para “ganhar a vida”. Pode ser jornalista, trabalhar no serviço público, dar aula, fazer bicos ou estar desempregado. Em comum, a frustração de querer ser escritor/poeta.

E o diálogo, quando encontra um antagonista na mesma situação, repete-se ao infinito. Começa com um “como anda aquela história que você estava escrevendo?”, também pode ser um “o que você anda escrevendo?” se a separação entre os dois foi mais longa, e termina com um “este país de analfabetos é uma merda” com bafo e voz arrastada de cerveja.

É a velha discussão sobre a situação da literatura no Brasil. Sobre a falta de editoras com coragem para investir em novos autores, sobre a falta de distribuição, sobre a falta de divulgação, sobre a falta de espaço na mídia, sobre a falta de livrarias, sobre o analfabetismo e infindáveis etceteras.

O pior é que isso não é uma paranóia coletiva dos candidatos a escritor. Pelo contrário, tudo isso existe. As editoras vêem o livro como um investimento (e é) a longo prazo (ou seja, o retorno pode demorar) e, na dúvida, lançam somente autores já conhecidos. As livrarias são invadidas por uma enxurrada de lançamentos, na maioria caros (livro barato dá pouco lucro, não sabia?) e com pouca divulgação. Os cadernos culturais preferem dar mais destaque a música e cinema do que a literatura, afinal alguém já viu anúncio de página inteira de lançamento de livro? E de shows e estréias de cinema? É só fazer a matemática. Ou seja, sim, os ex-futuros-escritores têm muito a choramingar (e eu nem falei na porcentagem de analfabetos funcionais e dos analfabetos literários – categoria que criei depois que descobri várias pessoas com diploma universitário que afirmavam, algumas com vergonha, outras com orgulho, que nunca tinham lido um livro), não duvidamos, mas eles também têm culpa.

Como? Somos vítimas do sistema! Vítimas disso tudo. O que podemos fazer? Nada! (Grita o coro.) Errado. Existem muitas coisas a serem feitas. Aliás, os escritores nem precisam inventar fórmulas ou bolar estratagemas mirabolantes para sair dessa situação, é só copiar o que pessoas mais espertas já fizeram (e pensar que acreditamos no Leminski quando, citando Pound, falou que o “poeta é a antena da raça humana” – antena desregulada, isso sim).

Entre todas as artes milenares ou recentes, a literatura é uma das únicas que ainda vive “dependente”. Parece que entre nós (sim, eu me incluo aqui), escritores, a rebeldia punk dos anos 70 não aconteceu. Olhamos para o outro lado e continuamos a mandar nossos originais xerocados para as grandes editoras, esperando que alguém nos leia e descubra “nossa genialidade”.

A chamada “revolução” punk (continue, leitor, mesmo que você não goste de punk) se não criou grandes músicos e canções memoráveis (isso depende do gosto de cada um), deixou uma lição que muita gente entendeu e colocou em prática (menos nós, antenas!): o Do It Yourself.

Faça você mesmo, estúpido! Essa foi a lição. Assim, surgiram milhares de bandas independentes em todo o mundo. Gravando seu próprio disco, organizando suas próprias turnês e controlando seu trabalho. Também os cineastas independentes, com longas ou curtas, fazendo os filmes que queriam fazer. Artistas plásticos, grupos de teatro, artistas multimídias. Existe uma infinidade de pessoas que resolveram botar a mão na massa e conseguem desenvolver trabalhos criativos, “cavando” espaço onde ele não existia.

E a internet veio para ajudar, e muito, essas pessoas. Imagino como deveria ser, nos idos anos 80, divulgar sua música e como é fácil, hoje, para qualquer grupo de música, colocar um MP3 na sua página no MySpace e ter um fã-clube em uma semana.

Mas não dá para fazer o mesmo com escritor, caramba! Sim, dá! Talvez seja até mais fácil, para dizer a verdade. Afinal, os custos são menores. Você não precisa comprar nenhum instrumento, não precisa comprar material para pintura, você não precisa nem ter computador, se não quiser.

Estou exagerando mas a idéia é simples: os escritores novos precisam romper essa barreira (ou essas barreiras) que eu citei acima e o único jeito é partir para o DIY (Do It Yourself). Ah, mas sozinho, eu posso até publicar meu livro mas como vou distribuir, como vou divulgar, como vou colocar nas livrarias?

Sim, sozinho fica muito difícil. E não estou defendendo que todos nós, escritores iniciantes, fiquemos o fim de semana inteiro na porta do Espaço Unibanco (ou a versão do cinema “cabeça” na sua cidade) ou no MASP oferecendo nossos livros independentes. Estou defendendo que os escritores precisam se unir. Precisam se organizar. Que seja uma cooperativa, que seja uma editora, que seja um agrupamento.

É possível imprimir livros por um preço razoável (economiza na cerveja, que dá), é possível trabalhar com livrarias independentes ou até com distribuidoras (não é tão difícil abrir firma e distribuir notas fiscais). É até possível divulgar bem o livro! É até possível ganhar algum dinheiro assim!

Veja o exemplo das bandas de rock independentes. A primeira coisa que elas fazem é escrever umas músicas, claro. Como escritor, a primeira coisa que temos que fazer é escrever.

Depois, saem fazendo shows em lugares pequenos, vão ficando conhecidas. Os escritores pulam essa parte, já querem ir direto para uma editora e serem descobertos. Errado! Existem vários saraus acontecendo em muitos lugares. É um bom lugar para “testar” seus trabalhos e ficar conhecido. Da mesma forma, os concursos são importantíssimos. Não existem muitos saraus? Verdade, por que não se organiza mais? Por que nós não organizamos mais? Quantas livrarias existem por aí que poderiam se transformar em locais para saraus mas que em ninguém toma a iniciativa?

Depois as bandas juntam dinheiro e gravam a música. Aqui é mais fácil para o escritor, afinal ele já escreveu o texto, certo? Só é preciso editar, algo que ninguém faz. Uma revisada também ajuda.

Prensagem = impressão. Não adianta imprimir 3 mil exemplares do seu livro. A não ser que você tenha muito espaço na sua casa. Seja razoável, faça 500 livros. Faça 200 livros. Se esgotar rápido, (vai que você é realmente um gênio a ser descoberto) é muito fácil reimprimir.

Distribua e divulgue. Ou venda pela internet e divulgue. Tanto faz. Mas não trate o livro pronto como o gozo: você fuma o cigarro, dá um beijo de boa noite e vira para o lado. Se não há espaço para divulgação na grande mídia (e ele é muito pequeno), use a internet. Escritor, onde está sua página no MySpace (o Orkut já está muito batido), com trechos de seus textos em PDF para quem quiser baixar, onde está seu blog, onde está a divulgação das suas atividades? Tenho certeza que sites como o próprio Digestivo, o Desconcertos, o Cronópios e tantos outros, estão abertos à divulgação de seu trabalho. Saia com essa coisinha na mão, falando dela para todos os lados. Vou dar uma idéia que vai parecer maluca, mas não é: vamos fazer turnês!

Sim, turnês, como as bandas de rock. É assim que elas ganham dinheiro, na verdade. E juntam fãs para comprar seu próximo CD e ir para o próximo show. Como assim, turnê? Não sei se alguém aqui já participou de leituras, de leituras feitas pelos próprios escritores. Eu já e foi muito bom. Como a série de leituras que ocorreram no Itaú Cultural no ano passado. Por que isso não acontece mais vezes? Ah, porque ninguém organiza. Opa, e quem você quer que organize, rapaz/moça? Da mesma forma que ficamos esperando a editora nos descobrir, ficamos esperando “alguém” organizar?

E os escritores novos? Como participam? Ninguém me convida, ainda não fui “descoberto”. Vamos olhar para nossos amigos-artistas, os roqueiros. Como os mais conhecidos ajudam os mais novos? Shows de abertura. Não é uma idéia interessante? Aliás, nada nova. Uma série de leituras organizada na Casa das Rosas, há pouco tempo, era assim. Um escritor mais conhecido escolhia um iniciante e os dois faziam leituras. Foi excelente.

Juntem 2, 3, 5, 10 escritores em uma turnê por cidades do interior e você vai ver o sucesso de vendas. Ah, claro, leve seu livro, né? Quantas vezes já fui em leituras e o livro do autor não estava lá, para ser vendido ao final do evento? Quantas? Aliás, quantas vezes fui a lançamentos em que o escritor estava ali no canto, se escondendo, louco para ir embora? Que quase não abria a boca, não fazia leituras da sua obra? Além de burrice, é manter um estereótipo de “torre de marfim” que está matando a própria literatura. Evita-se divulgar a própria obra mas gasta-se o verbo nos botecos choramingando que ninguém mais lê neste país.

Onde fazer essas turnês? Principalmente em livrarias, claro, o habitat natural do escritor, mas quem sabe o que esse Brasil pode oferecer? Escolas, teatros, centros culturais, praças, coretos, alguém tem preconceito aí? Não acho que o escritor ficará milionário dessa forma, como as bandas de rock que “dão certo”. Mas será possível viver, será possível ter o suficiente para escrever o próximo livro e será uma vida bem mais divertida.

Resumindo, estou convidando escritores inéditos (e os que já publicaram mas estão descontentes com o resultado – afinal quantos de vocês concordavam com aquela capa horrorosa que o editor colocou na capa do seu lindo livro sem nenhuma consulta?) a formarmos uma cooperativa de trabalho. É possível conseguir publicar, divulgar, vender e ganhar algum dinheiro com isso. Como escritor (inédito) e editor (com um par de anos de experiência) eu acho que essa é a única saída para os bons escritores serem “descobertos”. Quem topa?


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20.3.08

Semana Santa

Ah... que bom termos um tempo para morrer um pouco!


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19.3.08

Palestra

Ontem à noite, palestra que deu início ao período de inscrições do curso de Formação de Escritores. Um número expressivo de pessoas. Perguntas, interesse, as primeiras matrículas já efetivadas. Ser escritor, ser escritora. Mais do que um sonho. Porque sonho acontece em estado de sono. Do sono podemos acordar, e o sonho se desfaz. Trata-se, ao contrário, de realidade, para a qual estamos indiferentes, sonados, talvez em estado de coma. "Todos somos escritores", disse José Saramago, "só que uns escrevem, e outros não".


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16.3.08

Preparativos...

Para a abertura oficial de inscrições no curso de pós-graduação lato sensu voltado para a formação de escritores. Quem puder ajudar na divulgação, agradeço! Quem quiser se inscrever, é aqui.


Curso de Pós-graduação lato sensu

Especialização Profissionalizante: 360 horas-aula
Duração: 12 meses

Turma A - 2ª e 4ª feira, das 19 às 22h
Turma B - 3ª e 5ª feira, das 19 às 22h

Investimento: 12 parcelas de R$ 280,00
Início: 7 e 8 de Abril de 2008

Coordenação

Coordenador Geral: Prof. Gabriel Perissé
Coordenadora das atividades à distância: Profª Márcia Olivieri
Coordenadora de avaliação: Profª Ana Lasevicius

Corpo docente

Prof. Gabriel Perissé; Profª Márcia Oliveiri; Profª Simone Paulino; Prof. João Jonas; Prof. Luiz Costa Pereira Jr.; Prof. Luiz Egypto; Profª Márcia Lígia Guidin; Prof. Alex Gennari; Prof. Luiz Roberto Dias de Melo; Prof. Nelson Oliveira; Prof. Aldo Bizzocchi.

Objetivo

Ser escritor é criar textos. Textos de todos os tipos, sobretudo contos, crônicas, romances, novelas, poemas, ensaios, memórias, biografias, letras de música, peças de teatro, roteiros de cinema, resenhas...

Mas não só.

É também escritor quem produz artigos para divulgar suas idéias e convicções nos diversos campos do saber: filosofia, ciência, pedagogia, tecnologia, psicologia, religião, arte.

É escritor quem redige textos acadêmicos, textos jurídicos, textos jornalísticos, pareceres, relatórios, ou deseja organizar num livro sua experiência profissional.

É escritor quem quer transformar as histórias que inventa em obras paradidáticas para crianças e adolescentes.

É escritor quem quer expressar numa carta, num site ou num blog suas opiniões, intuições e sentimentos.

Contudo, escritores não nascem prontos. E não existem fórmulas que substituam a descoberta pessoal. Além de dedicar-se constantemente à “luta” com as palavras, um escritor se desenvolve:

* Ao identificar seu estilo, suas preferências intelectuais e potenciar seus talentos.

* Ao definir, atingir e ampliar seu “leitorado”.

* Ao conhecer exemplos literários clássicos e atuais.

* Ao descobrir procedimentos de escrita criativa para construir técnicas e métodos pessoais.

* Ao conhecer melhor o idioma como instrumento para interpretação da realidade, expressão de idéias e recriação da linguagem como experiência pensante.

* Ao aprender como abrir caminhos de divulgação, publicação e atuação, no campo artístico, no mundo editorial, nos diversos ambientes da mídia contemporânea.

O objetivo principal do curso de Formação de escritores é justamente este: suscitar descobertas estilísticas, aprendizado literário, intimidade com a linguagem, orientando os alunos para que se tornem escritores profissionais.


Módulos

DESENVOLVIMENTO DO ESTILO PESSOAL. O que é estilo pessoal? Texto e autoconhecimento. Escrever é transbordar. Criação de uma técnica pessoal. O escritor é aquilo que lê? O escritor é aquilo que escreve? O estilo e a escolha. Conduta verbal. Plágio criativo.

A JORNADA DO ESCRITOR. A jornada do herói mitológico. Implicações no desenvolvimento de histórias ficcionais e processos criativos. O chamado. As provas. As tentações. As travessias. Aliados e inimigos. A recompensa. O caminho de volta.

POESIA E AS OUTRAS ARTES. O específico da poesia. Poesia e música. Poesia visual. Poetas populares. Poetas brasileiros. A poesia para além do verso. Poesia e linguagem cotidiana. Poesia e pintura. Poesia e teatro. Poesia em diálogo com outros discursos.

EXPERIÊNCIAS DA PROSA CLÁSSICA E CONTEMPORÂNEA. O que é um clássico? Clássicos pessoais. Os recursos da prosa. O romance hoje. O conto e a crônica. Prosadores instigantes. Prosa poética. Prosa do século 19. Prosa do século 20. Prosa do século 21.

LITERATURA INFANTIL. É fácil escrever para crianças? Autores inesquecíveis. A ilustração e o texto. O livro mudo. A leitura interpretativa. Existem temas especificamente infantis? Literatura infantil, TV e internet. Qual a moral da história?

A WEB-ESCRITA. Texto e hipertexto. Experiências novas, novos escritores. Literatura blogueira e suas tendências. Infovias. O internetês. Jornalismo e internet. Conteúdo é tudo? Estilo virtual. O passado recente e perspectivas.

LITERATURA DISTRATIVA E HIBRIDISMO LITERÁRIO. A função distrativa da literatura. Gêneros distrativos. Fantasia e alienação. Auto-ajuda ajuda ou é mera dispersão? Hibridismo como opção. O romance-reportagem. O terrir. A comédia romântica. O literário e o metaliterário.

TEXTOS E ADAPTAÇÕES. O conceito de adaptação. Adaptação de obras literárias para o cinema, a televisão, o teatro e a história em quadrinhos. Cuidados e ousadias da adaptação. Exemplos antigos. Experimentos novos.

EDIÇÃO E DIVULGAÇÃO. A atual realidade editorial no país. O livro e seu lugar ao sol. Livrarias e autores. Experiências de divulgação. Edição e divulgação na Idade Mídia. Publicação e desenvolvimento de um “leitorado”.

CRIAÇÃO DE TEXTO. Proposta do autor. A proposta e o projeto. Objetivos de texto, objetivos de vida literária. Tempo para o trabalho. Escolhas e finalização.

Metodologia de ensino

O curso Formação de escritores desenvolve metodologia própria, que motiva a leitura criativa, as descobertas pessoais, o encontro, o diálogo, a autocrítica, a pesquisa, a experimentação e a contínua produção textual.

Decorrem desta metodologia alguns procedimentos:

* Indicação e interpretação de leituras.

* Produção individual de textos.

* Produção individual de um blog para aferição do aproveitamento do curso.

* Encontro com escritores convidados.

* Palestras, saraus e outros eventos interativos.

* Criação de texto no final do curso, ao qual será dado um parecer literário.


Avaliação e trabalho de criação de texto

No último mês do curso, para obtenção do título de especialista em criação de texto (além da aprovação em todos os módulos), o aluno deve entregar seu Trabalho de Criação de Texto (TCT), precedido por orientação presencial e/ou virtual dos coordenadores. O autor do TCT receberá, 30 (trinta) dias após a entrega, parecer literário.

O TCT pode ser um poema, uma coletânea de contos, um romance, uma letra de música, um ensaio etc., contanto que produzido(s) ou refeito(s) durante o período do curso. Não há exigência de formatos. Os coordenadores darão orientações precisas para cada caso.


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12.3.08

Formação de escritores

É possível ensinar alguém a ser escritor(a)? O dom precisa domar-se? O talento, temperar-se? Mentes selvagens, imaginações rebeldes, memórias obsessivas necessitam de um curso? Não sei, sei apenas que um novo grupo concluiu ontem uma nova oficina de Formação inicial do escritor, na Editora Segmento. A foto abaixo: a chegada ao ponto de partida.




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11.3.08

Conversar com árvores

Ex-refém das Farc, Luis Eladio Pérez passou seis anos, sete meses e 18 dias longe do seu mundo. Passava muito tempo sem poder falar... falava com as árvores: "eu estava sozinho havia dois anos; falava com as árvores!"

Não é loucura, é sanidade. As árvores falam. É poesia. O que falam as árvores? Podemos aprender a entendê-las sem ter de passar por um longo seqüestro? Conversam as árvores sobre temas seculares: as raízes da paciência, os frutos do sofrimento, as folhas do passado. Talvez até mesmo sobre a questão das células-tronco, sobre o início da vida, a semente, o silêncio da vida, a mensagem da vida não ouvida...




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7.3.08

Pensamento em dia

Risos reflexivos. Sorrisos pensativos. Gargalhadas perplexas.



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6.3.08

Pensamento ao dia

Rir faz pensar. Pensar nem sempre faz rir...


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5.3.08

Era preferível não escrever

Até o final de semana, acredito, chegará às bancas mais um número da Revista Língua Portuguesa. O meu artigo desta vez:

Uma história que era preferível não contar

O nome de Herman Melville (1819-1891) estará para sempre associado à sua obra-prima Moby Dick (1851), mas não foi este o único livro que escreveu. Em 1856 veio à luz uma coletânea de contos, sob o título The Piazza Tales, dentre os quais se destaca Bartleby, the Scrivener: a Story of Wall Street.

Bartleby é aquele que prefere não fazer, não mudar e não agir. O narrador conta como o contratou para trabalhar em seu escritório, na função de amanuense. O serviço de copiar à mão documentos importantes exige atenção, agilidade e cuidado. Bartleby, a princípio, tem um bom desempenho. Mas depois de algum tempo recusa-se a trabalhar. "Prefiro não copiar" é a sua resposta. Passa a morar no escritório, indiferente ao constrangimento do patrão. Este, psicologicamente seqüestrado pelo estranho escriturário, não encontra forças para reagir.

Continua aqui.


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4.3.08

A função da escola

A escola adultera, adultifica as crianças? A escola adula? A escola doma? A escola adolora? A escola adoece? A escola adiciona? A escola cobra? A escola coloniza? A escola escolta? Esconde? A escola, o que faz? Facilita? Falsifica? Falqueja? Forma? Deforma? Transforma? Conforma? Melhora? Piora? Corrobora? Condecora? Adulçora? Doutora? Desafora pela vida afora? Onde está a escola? E de que escola estamos falando afinal?!


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3.3.08

Versinhos herméticos

Nesse lattes não deslattes
Desato-me lentamente,
Abro os arquivos, a mente,
Os dados me delatam.


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1.3.08

Pais educadores

Vou conversar hoje, no SESC-Pompéia, com os pais cujos filhos freqüentam o Projeto Curumim. Boa oportunidade para lembrar o óbvio. Os filhos necessitam dos pais, e os pais necessitam ajudar os filhos a se tornarem pessoas livres. Longo e complexo processo, em que a ligação biológica, sem se desfazer jamais, ganha desdobramentos. Da dependência à amizade, da obediência à colaboração. A aventura de ser pais educadores.


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