QUEM ENSINA SEMPRE APRENDE


28.4.08

Dia da Educação

Ficar atento, ao longo do dia, para o que dirão sobre este dia. Dia da Educação. Data comemorativa, mas também, para nossa vergonha, constatação dos fracassos, das lacunas. Aprender a viver o Dia da Educação.


Publicado por GABRIEL PERISSÉ



27.4.08

Pensamento em dia

A falta de indignação pode ser sinal de uma dignidade inexistente.


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25.4.08

Desenvolvimento do estilo

Esta é uma iniciativa nova, e vários já se inscreveram.




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24.4.08

Ontem, Dia Mundial do Livro

O Portal do MEC divulgou ontem:

Começam a ser entregues acervos de literatura nas escolas
Ana Guimarães

No Dia Mundial do Livro, da Leitura e do Autor, comemorado nesta quarta-feira, 23, convém listar possibilidades de acesso gratuito à leitura. Apesar do crescimento econômico apresentado pelo Brasil nos últimos anos, estima-se que aproximadamente 10% da população sobreviva com um quarto do salário mínimo. De acordo com dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), esse grupo representava 19,98% dos brasileiros em 1990 e 11,11% em 2005. Para essas pessoas, um livro de literatura é um artigo de luxo.

Na escola municipal de educação infantil e fundamental Florestan Fernandes, localizada no município de Campo Mourão (PR), a maior parte dos estudantes é carente. Os quase mil alunos da instituição são filhos de pedreiros, jardineiros e trabalhadoras domésticas. “A renda deles é de no máximo três salários mínimos e as famílias têm, em média, quatro filhos”, relata a diretora da escola, Isabel Dias. A escola acaba de receber um acervo de literatura, enviada por meio do Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE). São livros de contos, poemas, histórias em quadrinhos e até novelas especialmente desenvolvidas para a faixa etária. Além de servir aos alunos da escola, os livros estão disponíveis também para os pais. “Eles, na maior parte, não completaram o ensino fundamental e também gostam dos livros de literatura infantil”, explicou Isabel. Eles têm uma carteirinha especial de pais para locar livros na biblioteca.

Assim como na escola Florestan Fernandes, em 2008 todas as instituições de educação infantil e ensino médio passaram a contar com um acervo de literatura em suas escolas. Trinta milhões de alunos brasileiros serão beneficiados com os novos acervos literários, graças ao PNBE, antes restrito ao âmbito do ensino fundamental. Os livros foram adquiridos em 2007 e já estão sendo distribuídos desde o começo deste mês. A expectativa é que os novos acervos cheguem a todas as escolas previstas pelo programa até, no máximo, o final de maio deste ano. Além dos livros de literatura, o Portal Domínio Público oferece vídeos, fotos e textos, gratuitamente, na internet.

É preciso, entretanto, de um computador com acesso à rede para entrar em contato com o acervo. Atualmente, estão sendo adquiridos 29 mil laboratórios de informática para as escolas do ensino fundamental. A meta é que, até 2010, todas as escolas públicas urbanas tenha computadores e conexão gratuita de banda larga à internet. Serão 55 mil escolas, onde estudam 84% dos alunos do ensino fundamental e médio.


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23.4.08

Didática na calçada

"Guarda Luizinho - A Lenda do Trânsito de São Paulo" é o título de um verdadeiro show de didática.




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22.4.08

Pedagogia da curiosidade

Somos todos portadores de uma "doença". A normal "doença" da curiosidade. Partir deste ponto. Uma pedagogia da curiosidade inverte a expectativa. Não se trata de despertar o interesse, mas de saber o que a curiosidade está procurando.

Todos têm curiosidade por algo. Curiosidade é desejo de conhecer. Curiositas, em latim, é essa procura cuidadosa, esse empenho de saber, de descobrir. Somos pré-cientistas, pré-escritores, pré-filósofos.

Educar, então, consiste em descobrir o que já existe. Impossível alguém não ter curiosidade por nada...


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21.4.08

Beckett revisitado

Alunos do Centro Universitário Belas Artes, Ana Lasevicius, Daniela Bustamante, Flávio Fernandes e Mariana Portugal (participação especial de Ruy Falcão), fizeram um vídeo com base no texto O Inominável, de Samuel Beckett. Chama-se Inominado, é uma leitura surrealista atualizada, dialogando com cenas clássicas do cinema.




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20.4.08

Artigo no Estadão de hoje

"Escola pública na teia do atraso", de Gaudêncio Torquato

Primeiro flagrante: mais de 60 milhões de brasileiros - cerca de um terço da população - estão em salas de aulas. Esta é a soma do contingente de 55 milhões de alunos do ensino básico com grupamentos do ensino profissional, da graduação e da pós-graduação. À primeira vista, uma estatística de Primeiro Mundo. Segundo flagrante: o ensino básico atravessa a maior crise de sua história. Milhares de alunos concluem a quarta série sem saber ler nem escrever, muito menos fazer contas. Terceiro flagrante: 33 milhões de brasileiros são capazes de ler, mas não conseguem entender o significado das palavras. São analfabetos funcionais. Quarto flagrante: o ministro da Educação, Fernando Haddad, ao atestar a baixa qualidade do ensino médio, expressa conformismo: “A escola que temos é melhor do que sair da escola.” A educadora Maria Helena Guimarães de Castro, secretária de Educação do Estado de São Paulo, vai direto ao desfecho: “Não há alternativa à educação de qualidade.” As indicações mostram que o Brasil está condenado a rastejar na sombra de países que fazem da educação a locomotiva do progresso, como Reino Unido, Finlândia, Eslovênia, Suécia, Canadá, Japão e Coréia do Sul.

A crise da educação básica é um fio esgarçado que prende o País à teia do atraso. Pior é que isso ocorre num momento em que as condições para a decolagem nunca foram tão propícias. Discurso sobre a melhoria da qualidade do ensino é o que não falta na boca de governantes e de educadores. Dinheiro há. A lei obriga Estados e municípios a investirem em educação 25% de seus orçamentos, enquanto a União deve aplicar, no mínimo, 18%. Se a lei não é cumprida, isso é outra história. Ademais, o governo proclama que sua rede social é a maior, de todos os tempos, em tamanho. Por acaso a educação não integra a rede? A indagação procede: por que a pujança econômica, exibida como triunfo do governo petista, não puxa o enferrujado trator educacional? O que falta para se fazer a “revolução” na sala de aula? Porque esse menu, como se diz no Nordeste, tem “muita farofa e pouca sustança”. A fachada da nossa cultura é de areia sem cimento, o que a transforma numa “cultura de fachada”.

A índole do povo, como alguns apontam, é a raiz da crise. O sentimento de liberdade, inerente à alma brasileira, seria, assim, incompatível com o arcaísmo do ensino do bê-á-bá. A aula-padrão quadrada, lousa, giz e saliva perdem eficácia diante de cognições mais sensíveis à estética. O próprio ministro Haddad - graças aos céus, caiu na real - levanta a hipótese de um país mais ligado à imagem do que à leitura, motivo pelo qual seu Ministério organiza amplo programa de informatização. O fato é que a escola pública, modelo de qualidade em países como a Inglaterra, é entre nós a cara da ruindade: desaparelhada, sujeita à violência, professores ausentes, parcos salários, gestão improvisada, falta de assessoramento pedagógico. As autonomias se esfacelam diante da rígida hierarquia. Ao fundo, o patronato político ainda tira lasquinhas com a nomeação de quadros dirigentes.

Por onde começar o redesenho? Pela concepção de uma nova escola, integrada ao tempo e ao espaço, capaz de construir pontes entre aluno e seu meio. Uma escola de formação para a vida. Sabe-se que a falta de conexão entre o estudante e o mundo é responsável por altas taxas de evasão. Segundo o Pnad-2005, 97% das crianças de 7 a 14 anos estavam matriculadas, mas apenas 41% dos jovens de 15 anos concluíram o ensino fundamental. E mais: 34% dos alunos de 10 anos sofreram atraso escolar, chegando esse índice aos 55% na idade de 14 anos. Como se aduz, a exclusão começa na própria escola. A escola pública se depara com uma montanha de obstáculos. As grades curriculares não contam com a participação da sociedade, deixando de incorporar novas fronteiras do conhecimento. Inexiste uma base curricular comum no território, impossibilitando a integração de conteúdos. Muitos dos 2,5 milhões de professores de educação básica, lecionando nas 200 mil escolas públicas do País, ainda não tomaram conhecimento de que o Muro de Berlim desmoronou. O desestímulo espanta. Só em São Paulo, cerca de 30 mil professores faltam diariamente à rede de ensino. E 70% dos formados em licenciatura no País não querem dar aulas.

A descontinuidade administrativa trava experiências. Somos um país que preza experimentações isoladas. Mas ações fragmentadas não ajudam a agregar qualidade. A ausência de compartilhamento entre modelos gera uma anatomia educacional como a do queijo suíço, cheia de buracos. Por último, uma questão de fundo ideológico: o conceito da educação para a cidadania, tão enfatizado por Norberto Bobbio. Certos governantes preferem cidadãos passivos a ativos. Eles são depósitos de votos a favor, retribuindo migalhas recebidas. Já os cidadãos ativos filtram a água contaminada por vasos eleitoreiros. Parece incoerente o fato de que o Brasil estica o cordão da cidadania passiva, quando pelos dutos da educação corre um sangue inovador saído das veias de lídimos educadores como Anísio Teixeira, Paulo Freire e Darcy Ribeiro.

Nos desvãos da escola pública reprovada se edificam estátuas de populistas. Sob seus escombros se desenha o status quo. Não queremos afirmar que seja essa a intenção do atual governo. Confiemos na boa intenção do ministro Haddad. Remanesce, porém, a impressão de que há muito esforço para o distributivismo bolsista e falta vontade para desobstruir os gargalos da educação básica. Sobre um penhasco de Engadine, nos Alpes, refletindo sobre as correntezas rebaixadoras, Nietzsche gritava: “Vejo subir a preamar do niilismo.” É o que estamos a ver nas águas turvas do ensino básico. Neste fim de semana, governadores, educadores e empresários tentarão responder no 7º Fórum Empresarial em Comandatuba, na Bahia, a uma inquietante pergunta: “O Brasil pode esperar por uma educação pública de qualidade?” Aventuro-me a responder: difícil, para não dizer impossível. Falta, sobretudo, vontade para tanto.

Gaudêncio Torquato é jornalista, professor titular da USP e consultor político


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19.4.08

Maringá

Voltei ontem à noite, depois de participar do XI Congresso de Educação e Cidadania, em Maringá. Na quinta, dia 17, a apresentação de abertura com Içami Tiba. Na manhã da sexta-feira, a apresentação musical e pedagógica de Joba Beltrame, minha palestra sobre os pecados capitais e as virtudes da educação, e a de Irineu Tamaio, sobre questões ecológicas. A propósito, eis a mensagem do primeiro vídeo da trilogia "Pense de Novo", da ong WWF-Brasil, a que pertence Irineu:




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17.4.08

Preparativos

Para amanhã, em Maringá (PR), participar do XI Congresso de Educação e Cidadania, organizado pelo Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Noroeste do Estado do Paraná.

Educação é tema necessário. Mais do que moda, deveria ser um modo de pensar. Pensar educacionalmente. Não só os professores. Não só os pais. Pensar pedagogicamente, sem pedagogês. Agir como educadores e educandos. Aprendendo e ensinando. Ensinar não é ser arrogante. Aprender não é ser menor, não é estar em desvantagem. Ao contrário.


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16.4.08

Na Língua...

Meu artigo deste mês, na Revista Língua Portuguesa, é uma breve análise sobre traduções do livro de Rilke, o Cartas ao jovem poeta. Começa assim:

Importante legado da poesia ocidental, as cartas que Rainer Maria Rilke (1875-1926) escreveu a Franz Xaver Kappus entre 1903 e 1908 foram editadas na Alemanha em 1929. Quando a correspondência teve início, Kappus tinha 19 anos. Rilke, 27.

A pequena diferença de idade entre um e outro poderia não justificar o título: Cartas a um Jovem Poeta. Talvez por isso haja uma tradução em Lisboa com o título Cartas a um Poeta (1971), de Fernanda de Castro, descartando o "jungen" do título original: Briefe an einen Jungen Dichter.

Embora ambos fossem jovens, Rilke tinha visão profunda da vida, por força da experiência poética e das dores psicológicas que ficariam intensas, anos depois, ante uma Europa destruída pela guerra. Quando da primeira carta de Kappus, Rilke virava literato reconhecido, com 4 livros...

(Para ler o restante, ou comprando a Revista, já nas bancas, ou acessando o artigo, integralmente disponível para os assinantes do UOL.)


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15.4.08

Educação, tema da moda

O meu artigo para o Observatório da Imprensa desta semana começa assim:

Educação, em tese, existe para formar pessoas. Formá-las como cidadãs, como profissionais, como seres pensantes e livres. Na prática, torna-se dinheiro (ponto de vista empresarial), rende votos (ponto de vista político) ou vira notícia (ponto de vista midiático).

Na revista Claudia deste mês de abril, a matéria "Como construir o estudante do século 21" ocupa oito páginas.

E assim continua.



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14.4.08

A luta dentro da classe

O YouTube permite o acesso a idéias e realizações criativas inimagináveis. Como este trabalho, de Patrick Boivin, canadense, moviemaker da melhor qualidade...




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13.4.08

Luzes criativas

O que é criatividade? É transformar o problema complicado em solução simples. Observar e testar sem medo de errar e de... acertar. Divulgar o toque criativo. Unir elementos distantes, como nas cenas abaixo, em que a água sobe ao teto... para se transformar em fonte de luz.




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11.4.08

Viver é perigoso

O artigo que escrevi para o Correio da Cidadania desta semana começa assim:

Viver é muito, muito perigoso, repetia o jagunço Riobaldo Tatarana, personagem inesquecível de Guimarães Rosa.
Para muitos, porém, a afirmação ultrapassa os limites literários e metafísicos. O próprio viver cotidiano, para os mais assustados, é cancerígeno, a acreditar no que lemos em jornais, revistas, sites, blogs, e também no que "aprendemos" em conversas sem melhor assunto.

Já li e ouvi de tudo a esse respeito...

E termina .


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10.4.08

Aula

Verdade que constato uma vez e outra. Ontem, em aula, estávamos lendo e comentando um texto de Jorge Larrosa: "O corpo da linguagem". O plural "estávamos" não é majestático nem de modéstia. Alunos e professor como leitores atentos do texto, e comentam (dizem o que vêm à mente), e fazem relações, e buscam exemplos que confirmem ou contestem ou problematizem o texto.

O corpo é sábio, diz Nietzsche. Os denegridores do corpo tentaram ou tentam controlar o corpo, caluniando-o. Mais do que política, há uma biopolítica, busca de poder sobre os corpos. Corpos sem linguagem. Corpos humilhados em meios de transporte lotados, por exemplo. Corpos humilhados nas salas de aula. Nas filas absurdas. Nos hospitais.

Sempre vale a pena ensinar para aprender.


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9.4.08

Formação de escritores

Teve início ontem o primeiro curso de formação de escritores em nível de pós lato sensu, aqui em São Paulo. Uma turma boa, interessada, metade dos participantes já tem um blog, a outra metade vai abrir o seu ao longo da semana. Escritores de hoje, na Idade Mídia.


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7.4.08

Afro-sambas

Ontem, num espetáculo do Coral Unifesp.



Vale a pena!


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5.4.08

Voltando...

Do Maranhão, onde encontrei professores do local para conversarmos sobre práticas pedagógicas, tendo como pano de fundo a situação da educação lá e no Brasil.

O evento, organizado pela Conexa, reuniu outros palestrantes, dentre os quais destaco José Pacheco (primeira foto abaixo, à esquerda), conhecido pelo seu trabalho na Escola da Ponte (Portugal), e que agora está morando no Brasil faz alguns anos; Cleo Fante, que estuda o problema da violência dentro da escola; e Bernard Charlot, que nos pergunta: "Será que hoje uma “outra” escola está emergindo? Uma escola globalizada, privada e concorrencial ou uma escola da solidariedade? Quais os caminhos perante as demandas da sociedade moderna?".




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2.4.08

Católicos e católicos...

Outro artigo. Pelo Correio da Cidadania, para o qual escrevo há dez anos. Começa assim:

Divulgou-se recentemente o atual número de católicos no mundo: algo em torno de 1,13 bilhão, o que corresponde a cerca de 17% da população mundial. Sabemos, contudo, que há católicos e católicos. Arrisco a classificação de pelo menos quatro tipos.

E continua assim.


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1.4.08

A educação sabatinada

Saiu hoje, no Observatório da Imprensa, um artigo em que relato algumas observações minhas a respeito da sabatina que a Folha de S.Paulo organizou em 25 de março, com o ministro da Educação Fernando Haddad. É só clicar.




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